O mês que não terminou: Documentário investiga protestos do emblemático junho de 2013

Filme tem pré-estreia nesta terça-feira durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Por Metro Jornal

Com direção de Francisco Bosco e Raul Mourão, o documentário “O mês que não terminou” repassa o emblemático mês de junho de 2013 no Brasil, quando uma onda de protestos e manifestações ocupou ruas em todo o País e trazem desdobramentos até a atualidade. A pré-estreia ocorre nesta terça-feira (22) durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

A coprodução da Kromaki com o Canal Curta! tem narração da atriz Fernanda Torres e apresenta vídeos produzidos pelo próprio Mourão e pelos artistas plásticos Nuno Ramos, Cao Guimarães e Lenora de Barros. A produção começou a partir de um ensaio que Bosco publicou na Folha de S. Paulo em 2018, que analisava os fatos de junho de 2013.

"É impossível compreender o que aconteceu com o país nos últimos seis anos sem remontar àquele período de junho de 2013. Da perspectiva política, o filme revisita os marcos principais", diz Bosco.

"Na verdade, o filme começa procurando entender as causas de junho: os sinais ainda latentes de crise econômica, o esgotamento da representação institucional no país, o contexto de crise global das democracias liberais, o grande colapso econômico de 2008. Daí em diante, o filme aborda os atos, propriamente, de junho; a cultura social do engajamento que eles produziram; a formação da polarização; os sentidos da Lava-jato; o impeachment de Dilma Roussef; a emergência das novas direitas e o triunfo final da direita reacionária, com a eleição de Bolsonaro. Sem pretensões ilusórias de neutralidade, procuramos fazer uma investigação sobre o recente processo político, social e cultural do Brasil sendo os mais fiéis possíveis à complexidade que o define”, explica o codiretor.

Veja abaixo um teaser do filme, que será apresentado na TV em 2020.

  

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