Com retornos inesperados, HBO mostra 'Watchmen' 30 anos após trama original

Por Eduardo Ribeiro - Metro São Paulo

Depois de impressionar com “The Leftovers”, Damon Lindelof aparece com a série “Watchmen”, que estreia domingo (20), às 23h, na HBO. Grande aposta do canal desde o fim de “Game of Thrones”, a história que se fecha em nove episódios tem trama habita o mesmo universo da graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons.

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Lindelof, contudo, optou por não seguir o caminho de outra adaptação, como no filme de 2009 dirigido por Zack Snyder, mas numa continuação. Alan Moore não costuma aprovar releituras de sua obra, e dessa vez não foi diferente. Tanto que sequer fez questão de ser creditado, o que não impediu Lindelof de seguir adiante, inspirado pelo próprio espírito rebelde de Moore.

O primeiro episódio abre com uma cena de violência racial reconstituindo o massacre de Tulsa, Oklahoma, em 1921, quando, na Avenida Greenwood, a comunidade afro-americana foi vítima de ataques e centenas deles foram mortos.

O roteiro se dilui num contexto social em que o racismo é tão presente e violento que os policiais precisam andar mascarados. Só assim conseguem passar incólumes na caça aos insanos supremacistas brancos.

Uma das combatentes dentro do grupo especial é Angela Abar, personagem nova que surge interpretada por Regina King. Outro novo personagem é o Espelho, vivido por Tim Blake Nelson.

Mesmo que venham novas temporadas, Damon Lindelof prometeu não explorar os eventos originais contidos nas 12 edições assinadas por Moore e Gibbons. O showrunner afirmou à revista “EW” que tudo será considerado cânone, mas a produção, que se passa 30 anos após os acontecimentos da HQ, vai remontar às brechas da trama original apenas como base para novas histórias.

Graphic novel

“Watchmen” foi publicada em  12 fascículos pela DC Comics entre  1986-87 e depois consolidada em  único volume. A trama se passa entre os anos 1940-60.

Os Minutemen influenciam a história, de modo que  os EUA ganham a Guerra do Vietnã  e o caso Watergate nunca é exposto.

watchmen hq Reprodução

Filme + Game

Zack Snyder leva a realidade alternativa de “Watchmen” para o cinema em 2009. No mesmo ano, é lançada a série de games “Watchmen: The End Is Nigh”.

No filme, a história se passa em 1977, quando é aprovada uma lei que proíbe as atividades dos mascarados no combate ao crime. Já os games, partem de 1972, última fase dos
combatentes antes da proibição.

watchmen game Reprodução

Antes

Em 2012, a DC publica uma minissérie em nove HQs intitulada “Before Watchmen”, que esmiúça  as trajetórias individuais dos principais personagens antes  de integrarem o grupo
de combatentes.

before watchmen hq Reprodução

Depois

“O Relógio do Juízo Final”, que saiu em 2017  em 12 volumes, dá continuação à trajetória dos Watchmen iniciada pela HQ original introduzindo  os personagens no universo da DC ao lado de  outros heróis do selo.

doomsday clock watchmen Reprodução

Mundo estranho

Tudo se passa numa realidade alternativa – talvez daí a combinação perfeita com a trilha sonora dos músicos Trent Reznor e Atticus Ross, do Nine Inch Nails – e o presidente, desde 1992, é Robert Redford. Sim, o ator. A brincadeira tem relação com uma citação da HQ, onde ele poderia ser o chefe maior dos Estados Unidos no futuro.

robert redford O ator Robert Redford / Getty Images

Quem volta?

Nas HQs, os vigilantes começaram a agir nos anos 1940. Usando trajes e máscaras, formaram uma equipe chamada Minutemen.

O grupo agiu por cerca de dez anos, até que acontecimentos como o assassinato da heroína Silhouette motivaram seu fim. Alguns se aposentaram, outros seguiram atuando, mas tiveram que revelar sua identidade ao governo.

Alguns dos personagens originais que ainda estão vivos surgem na tela:

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