IMS inaugura retrospectiva histórica da fotógrafa Susan Meiselas

Por Metro Jornal

A agência Magnum pode ser considerado o coletivo de fotografia mais poderoso que já existiu, com fotógrafos de todas as épocas e estilos registrando as peculiaridades do mundo.

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Um desses grandes nomes é Susan Meiselas, e o Instituto Moreira Sales abre na terça-feira (15) a retrospectiva “Mediações”, com cerca de 180 fotografias, videoinstalações, publicações, cartas e material de arquivo da fotógrafa norte-americana.

A seleção, que teve curadoria de Marta Gili, Pia Viewing e Carles Guerra, apresenta um panorama de sua obra em quatro décadas, das suas fotos de strippers viajando pela Nova Inglaterra até suas famosas imagens da Revolução Sandinista, na Nicarágua, entre outros temas, que cobrem um período de 1970 até hoje.

Sandinistas da Nicarágua, de Susan Meiselas Sandinistas nos muros do quartel-general da Guarda Nacional: o homem-molotov, Estelí, Nicarágua, 16 de julho de 1979 / Susan Meiselas/Magnum Photos

Serão duas salas de mostra. A primeira mostra os trabalhos iniciais de Meiselas, incluindo as séries “Rua Irving”, “Retratos na Varanda” e “As Meninas da Rua Prince”.

A sala seguinte recebe, entre tantos materiais, “Curdistão”, “Nicarágua: Mediações”, “Caixa de Pandora”, e a famosa série “Strippers de Festivais”, um marco em sua carreira: “interessava-me observar como elas eram vistas dentro daquele mundo, e ouvir o que elas tinham a dizer sobre si próprias, ao invés do que as pessoas falavam delas”, conta Meiselas.

as meninas da rua prince, de Susan Meiselas Passeando na rua Baxter, Little Italy, Nova York, EUA, 1978. Da série As meninas da rua Prince / Susan Meiselas/Magnum Photos

Encontro

A fotógrafa estará no IMS amanhã para um bate-papo com o público sobre sua obra. Com mediação de Sabrina Moura, o evento acontece a partir das 19h, com entrada gratuita e distribuição de senhas uma hora antes, sendo uma entrada por pessoa.

Novas aquisições

Outra novidade do Instituto Moreira Salles é a recente aquisição de um conjunto de 98 imagens do fotógrafo alemão Albert Frisch (1840-1918), que residiu no Brasil, realizadas entre 1867 e 1868, na Amazônia, e que são consideradas um dos primeiros registros conhecidos da flora, da fauna e dos índios brasileiros que habitavam o local.

Serviço

No IMS (av. paulista, 2.424; tel.: 2842-9120). Abre na terça-feira (15). de ter. a dom., das 10h às 20h; qui., das 10h às 22h; grátis. Até 1/3/2020.

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