Shota Nakama fala sobre show com orquestra na BGS 2019, processo criativo e memes com seu nome

Por Luccas Balacci - Metro São Paulo

Sim, você leu certo. Shota Nakama, o japonês que ganhou a internet na edição passada da BGS (Brasil Game Show) por seu nome, digamos, diferenciado, está de volta! Dessa vez, o compositor de trilhas de jogos como Final Fantasy e Sonic Mania chega acompanhado de sua Video Game Orchestra, tocando clássicos do videogame. Ele conversou com o Metro Jornal sobre o projeto, seu trabalho e o fato de ter virado meme no Brasil.

Como foi a sua experiência na última BGS?
Foi realmente incrível ver tantas pessoas entusiasmadas por lá. Muitos disseram que assistiram minhas performances e que me conheciam pelos meus trabalhos. É muito legal ouvir isso deste lado do planeta!

E o que podemos esperar neste ano?
Nós teremos vários músicos de orquestra no palco com nossa banda fantástica. Pedi à BGS para fazer de tudo, teremos até uma cama no palco. Sobre o público, não sei o que esperar, já vi vídeos do Rush ou do Iron Maiden tocando no Brasil e lembro de pensar “isso é loucura”!

Teremos algum brasileiro entre os músicos?
O Bruno Valverde, do Angra, vai tocar bateria. Ele é um músico incrível, e eu sou um grande fã do Angra há uns 20 anos. É uma honra estar com ele para celebrar nosso primeiro show no Brasil.

 

Por que a trilha sonora de um videogame é tão importante para a experiência do jogador?
A música é uma coisa poderosa para todos os humanos e criaturas do nosso planeta. Ela realça nossas emoções de uma maneira única. Assim, ter uma boa música em um jogo é extremamente crucial. Faz com que a jogabilidade seja mais proveitosa, evocando todos os tipos de emoções, felizes, tristes e por aí vai. O Super Mario Bros (1985, NES) é um grande exemplo disso. Ninguém pode negar que a música icônica do primeiro nível fez o jogo tremendamente melhor. Se você tentar jogá-lo sem aquela música, não será o mesmo.

O que é um diferencial em uma trilha de games?
Eu amo trilhas bem orquestradas que dão valor aos músicos tocando ao vivo. A trilha de God of War 2 foi bem impactante nesse sentido. Ni No Kuni e Super Mario Odyssey também são ótimas.

E qual é o seu processo para compor música para videogames?
É bastante simples. Uma vez que eu tenho uma ideia do jogo que estou compondo, vou ao Finale (software de áudio) e persisto até finalizar a faixa. Normalmente tenho uma boa ideia do produto final quando estou no começo. Eu não costumo criar expectativas durante o processo, só prossigo até terminar e não penso em mais nada. É como se eu entrasse no “modo compositor”.

Você também joga videogames? Quais são seus favoritos?
Eu jogava mais no passado, talvez até demais. Eu ainda faço casualmente quando tenho um tempo extra. Tem sido difícil ter tempo suficiente para jogar RPGs, porém. Eles requerem bastante compromisso, algo que não consigo dispor. Eu compro jogos que meus amigos compositores trabalharam. Eu tento jogá-los o máximo possível, mas eles tendem a se empilhar. Quem sabe eu não tiro um mês de folga e me dedico a eles!

Shota Nakama Divulgação/BGS

Você jogou todos os títulos em que trabalhou?
Sim, eu sempre os jogo! Só não costumo terminá-los por limitações de tempo.

E foi sempre sua intenção trabalhar com jogos?
Na verdade, não. Sou um músico de coração, eu sempre quis ter aquela coisa de banda e de turnês por aí. Apesar de que isso é algo que eu consigo fazer agora!

Quais projetos você está trabalhando agora?
Muitas pessoas me perguntam, mas tem coisas que eu não posso dizer. Vamos deixar a indústria cheia de mistérios e dar as melhores surpresas quando os produtos saírem! Algumas que posso falar são: "The Good Life", das mentes brilhantes do SWERY, "No Straight Roads", da Metronomik, "Re:Legend", da Magnum Games, e outros.

Qual foi sua reação ao descobrir o significado de “Shota Nakama” por aqui?
Eu acho hilário que meus pais foram tão progressistas, internacionais e atenciosos! Eu não me importo com os memes, quero mais!

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