Slayer resume a própria identidade com show de despedida explosivo em São Paulo

Por Alexandre Dias- Especial para o Metro Jornal

O Slayer se apresentou em São Paulo na quarta-feira (02) em um show que integra a turnê de despedida da banda. Nem por isso o encerramento das atividades do grupo foi marcado por despedidas e homenagens, a não ser que essas sejam o que eles sempre fizeram: dar aos fãs tudo que eles querem e podem oferecer.

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Os músicos integram o famoso "Big Four" ("Quatro Grandes") do trash metal, que é uma das categorias do gênero caracterizada por ser rápida e crua. E do mesmo jeito que eles estão tão próximos de Metallica, Megadeth e Anthrax, também são destoantes.

Enquanto as outras bandas abraçaram quesitos mais comerciais do rock, o Slayer, já nos primórdios com "Show No Mercy" (1983), segue fiel ao seu estilo temático e musical; o público foi cativado desde a década de 1980 e continua a ser da mesma forma.

Tom Araya, do Slayer Tom Araya, o vocalista e baixista do Slayer / Stephan Solon/Move Concerts

A formação atual composta por Tom Araya, Kerry King, Gary Holt e Paul Bostaph não é a original – inclusive devido à morte do guitarrista Jeff Hanneman em 2013 -, porém faz jus à essência do grupo, mostrando isso com poucas palavras em um Espaço das Américas lotado.

Poucas palavras, muita música

Os brasileiros do Claustrofobia abriram os trabalhos musicais pontualmente às 20:45. O vocalista e guitarrista Marcus D'Angelo deu em duas frases o que seria o tom da noite: "Vamos tocar, hoje não vai ter conversinha" e "Abre a roda".

Marcus D Marcus D"Angelo, vocalista e guitarrista do Claustrofobia / Stephan Solon/Move Concerts

A segunda afirmação é curiosa pelo fato da produtora Move Concerts ter proibido o mosh no evento, algo completamente ironizado pelos fãs. Assim,  D'Angelo já preparou as rodas e o clima para a apresentação principal.

As "conversinhas" ocorreram menos ainda por parte do Slayer. Eles poderiam ter feito discursos de despedidas e longos agradecimentos, mas tudo isso veio na pancadaria de seus ritmos. Não seria Slayer se não fosse isso.

É curioso como eles construíram um universo próprio, o que não ocorre com outras bandas e shows. Cabelos balançando e a empolgação frenética tomaram o público por 1h30, desde o início com "Repentless" – faixa-título do último álbum – até o final com "Angel of Death" – do clássico "Reign in Blood" (1986).

E a ordem dos fatores não altera o produto. Produto esse que é uma marca registrada na história do metal e gerará o famoso grito de "SLAYER!" mesmo sem o conjunto nos palcos.

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