Nickelback: 'As pessoas eram realmente cruéis com a gente', diz baixista sobre piadas

Banda canadense se apresenta nesta quinta-feira em São Paulo e no domingo no Rock in Rio

Por Angela Corrêa - Metro Jornal

O Nickelback é o nome desta quinta-feira (3) no festival Itaipava de Som a Sol e ocupa o palco Ginásio do Ibirapuera a partir das 21h30. E em entrevista ao Metro, o baixista Mike Kroeger apressa-se em explicar que, não, a banda de pop-rock (ou pós-grunge, ou rock alternativo ou qualquer subgênero em que tentam enquadrá-los) não passou por uma transformação radical que vai refletir em sua discografia ou nos shows no Brasil (no domingo, 6, a banda se apresenta também no Rock in Rio).

É que, desde o início do ano, o músico tem de repetidamente desmentir que o próximo álbum da banda vai mergulhar no heavy metal e se basear em covers do Slayer – banda que ele adora. "Um jornalista com quem conversei deve ter se confundido", diz o músico, com a famosa polidez canadense. "Eu mencionei que amo heavy metal, que gostaria de tocar heavy metal e de gravar um álbum com covers. Eu disse tudo isso, mas é minha opinião, não da banda inteira. Eu definitivamente perguntaria aos caras antes", brinca ele que, além de clássicos como o Slayer, ouve muito [a banda francesa de metal] Gojira e Slipknot.

Os 'caras', no caso, são o irmão Chad Kroeger (vocal e guitarra), Ryan Peake (guitarra e backing vocals) e Daniel Adair (bateria e backing vocals), que não têm pressa em lançar um sucessor de "Feed the Machine", álbum de 2017. "Chad está escrevendo algumas novas canções ultimamente. Nós estamos animados, esperando o que ele vai trazer. Talvez eu e Ryan também escrevamos algo. Vamos ver o que acontece. Mas, agora, estamos sem pressa".

A estada brasileira vai ser puxada e sem tempo para aproveitar nada da paisagem da Primavera do hemisfério sul. "Viajar, pra gente, acaba sendo só trabalho. Quando estou de férias, eu fico em casa", ri.

O Nickelback e as piadas

Com mais de 25 anos de estrada, o quarteto formado em Alberta, no Canadá, aprendeu a lidar com a artilharia pesada de piadas criadas às suas custas, graças à fama de banda "ruim". Há alguns anos, por exemplo, a cidade de Kensington, no Canadá, advertiu os motoristas em post no Facebook: a punição para direção alcoolizada seria ouvir um álbum do Nickelback no caminho até a cadeia.

"Acho que no início todos nós ficamos magoados porque havia pessoas que eram realmente cruéis com a gente. Mas, depois, entendemos que a partir do momento em que nos tornássemos conhecidos, nem todo mundo ia gostar de nós. As pessoas tiram sarro de todo mundo, mas eu não acho que isso seja algo exclusivo com o Nickelback", afirma o baixista.

Serviço:
Itaipava de Som a Sol – Nickelback
Nesta quinta-feira (3) às 21h30, no Ginásio do Ibirapuera
Rua Manoel da Nóbrega, 1.361
Ingressos à venda no site do Ingresso Rápido

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