Fotografia perde Robert Frank, autor da obra-prima que destacou ícones da cultura americana

Com "The Americans", lançado em 1959, suíço criou a fotografia documental, que lançou símbolos do estilo de vida americano como os carros e o "pé na estrada"

Por Metro Jornal

Robert Frank, um dos principais nomes da arte fotográfica no último século, morreu nesta terça-feira (10) em uma pequena cidade da Nova Escócia, no Canadá. Frank tinha 94 anos e assinou a obra que é considerada como uma das mais influentes na arte do século XX . "The Americans" continha imagens em preto e branco que documentavam suas viagens pelos Estados Unidos, onde chegou aos 23 anos (veja fotos ao longo do texto).

O livro, lançado em 1959, foi produzido durante aquela década com uma câmera Leica 35mm. Segundo o The Guardian, a obra partiu de um acervo de mais de 28 mil imagens. Foi finalizada com 83 fotografias e prefácio de Jack Kerouac, o autor de "On the Road". "Frank extraiu um poema triste do país", disse o escritor sobre a obra-prima de Frank.

"Eu estava cansado de romantismo. Queria apresentar o que vi [durante a viagem] de maneira pura e simples", disse Frank sobre "The Americans. O conjunto de fotos foi descrito pelos críticos como "o abismo entre o sonho americano e a realidade cotidiana" enquanto Frank ganhou o selo de "Manet da nova fotografia". A fotografia documental foi influenciada de maneira definitiva por seu estilo.

Em 2008, Frank  foi tema de uma grande exibição na National Gallery of Art, em Washington. À época, a curadora de fotografia do museu, Sarah Greenough, explicou o que significou esse novo olhar, do qual Frank foi pioneiro, revelando personagens condenadas pelo racismo e pela crescente cultura do consumo.

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"Mas também é importante lembrar que ele encontrou beleza em cantinhos simples e ignorados da vida americana. Em lanchonetes, ou nas ruas, ele foi pioneiro em mostrar um novo tema que agora nós definimos como ícones: carros, jukeboxes e até a estrada", disse em entrevista ao The Guardian.

 

 

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