Seal fala sobre pop, relação com Brasil e shows no país: 'música boa encontra seu caminho'

Por Luccas Balacci - Metro São Paulo

A música pop caminha em constante mutação, tanto em seu estilo quanto em seus formatos. Se antes músicos se preocupavam em gravar álbuns completos, hoje muitos trabalham com o lançamento de canções avulsas ou em pequenas quantidades – os singles e EPs – para dar um tiro mais certeiro na direção do sucesso comercial.

Esse movimento, encabeçado pelos artistas da atual geração, também está sendo abraçado por quem se destacou em décadas passadas. Um deles é Seal, um grande nome do gênero que emplacou diversos hits nos anos 1990, como “Kiss From a Rose” e “Crazy”.

“Eu não tenho mais vontade de gravar um álbum, uma vez que as pessoas não estão consumindo música como na época que eu comecei”, explica. “Não está valendo a pena investir tempo e esforço e ser tão difícil para as músicas terem as oportunidades que deveriam.”

Para Seal, essa quebra de pressão por hits o ajudou a se reorganizar musicalmente e compor novo material. “Quando você faz uma boa música, ela encontra o seu caminho. Essa deve ser a filosofia, senão a indústria começa a afetar a música que você faz, como uma obrigação para se encaixar no que está em alta”, desabafa. “Assim, seja onde a sua música chegar, você consegue viver com isso.”

Ainda sem data definida, o músico britânico promete lançar suas primeiras inéditas desde 2015 nas próximas semanas. As canções devem pintar no repertório da turnê na América do Sul, que passa neste mês pelo Rio de Janeiro, no palco Sunset do Rock in Rio, e por São Paulo, no festival Itaipava de Som a Sol.

Raízes brasileiras

A relação de Seal com o Brasil vem de sangue. Com um bisavô brasileiro, ele revela que gosta muito de artistas como Dorival Caymmi e João Gilberto. “Eu tenho uma afinidade natural com a música brasileira. Por mais que eu não fale português, eu sinto como algo familiar.”

Uma das vontades de Seal, inclusive, é visitar o Brasil sem compromissos de trabalho, para conhecer a Bahia – onde seu bisavô nasceu. “Quero poder me conectar com as minhas raízes e conhecer as origens da minha família.”

Nesta turnê, porém, o artista já terá a oportunidade de se aproximar do nordeste brasileiro. Sua apresentação fechando o palco Sunset no primeiro dia do Rock in Rio, em 27 de setembro, terá a participação da baiana Xenia França, cantora que mistura ritmos como o samba, o reggae, o jazz e o eletrônico. Já em São Paulo, o show acontece no Ginásio do Ibirapuera no dia 29.

O repertório dos shows será baseado, principalmente, em músicas dos dois primeiros álbuns – que concentram os principais hits do cantor e compositor. “Há pessoas que acham que, em shows, o artista só vai ao palco e se apresenta. Mas eu acredito que nós performamos juntos, eu, os músicos e o público. É uma conexão mágica que vocês podem esperar de nós.”

Itaipava de Som a Sol

No Ginásio do Ibirapuera
Rua Manoel da Nóbrega, 1.361 – Ibirapuera
De R$ 150 a R$ 700
Abertura dos portões: 19h30
Início dos shows : 21h30
Classificação etária: 14 anos

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