Desmanche: Urgência pauta quarto álbum de Karina Buhr

Por Metro Jornal São Paulo

“Desmanche”, de Karina Buhr, é desses discos que chegam chegando. Sem rodeios para introduzir o ouvinte no ambiente sonoro pretendido, a artista nascida na Bahia, criada em Pernambuco e radicada em São Paulo capricha na força e velocidade dos tambores para dizer a que veio já na faixa de abertura, “Sangue Frio”.

Leia mais:
Rainhas do Crime: Graphic novel que inspirou filme tem missão de redimir história

“O tempo tá matador / Precisando exercitar paz e amor” canta ela, deixando bem clara a urgência que pauta seu quarto álbum.

São dez novas canções, produzidas em parceria com Régis Damasceno (da banda Cidadão Instigado), que sintetizam o discurso político de Karina sem abrir mão da poesia, em um inteligente uso das palavras que torna suas críticas muito mais assertivas.

A artista assina todas as letras e melodias, atualizando o manguebeat de Chico Science em uma mistura acelerada de músicas oriundas das tradições populares, como o maracatu e o coco, com guitarras pesadas e sonoridades eletrônicas.

Isso resvala em faixas como “A Casa Caiu”, que ataca a especulação imobiliária e evoca os desastres de Brumadinho e Mariana, e “Temperos Destruidores”, uma eletrizante crítica à violência social.

A única canção fruto de colaboração é “Filme de Terror”. Composta ao lado do rapper Max B.O, ela é uma das músicas escolhidas por Karina para diminuir o tom acelerado dominante, exaltando “ânimo, valentia, coragem”, qualidades mais do que necessárias ao tempo presente.

Karina Buhr disco Desmanche Reprodução

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo