Oito (na verdade nove!) quadrinistas brasileiros para conhecer e ler já

Por Metro Jornal

O Brasil vem conquistando, a cada ano, mais respeito no cenário das histórias em quadrinho – tanto que até foi criada uma categoria para o gênero no prestigiado Prêmio Jabuti. Listamos nesta página alguns dos nomes fundamentais para a evolução do segmento no país!

Marcello Quintanilha

Autor premiado no Brasil, na França e na Alemanha, Marcello Quintanilha é um dos mais renomados artistas nacionais. Autor de graphic novels como “Tungstênio” (2014) e “Hinário Nacional” (2016), ele sempre volta seu olhar a periferias do Brasil e como a violência se impregna nelas. A página oficial do autor, onde se encontram links para comprar as obras, está disponível no link bit.ly/2SjyFfC

Marcello Quintanilha “Luzes de Niterói”, a mais recente HQ dele, foi lançada em novembro de 2018 / Divulgação

Marcelo D’Salete

Fortemente voltado à história de abusos da escravidão de negros no Brasil, Marcelo D’Salete foi premiado no ano passado com o Eisner, considerado o Oscar dos quadrinhos, pela HQ “Cumbe” (2014) – que reúne pequenos contos sobre escravos em busca de liberdade. Em uma temática semelhante, ele lançou “Angola Janga” (2017). O site do autor, onde é possível ler sinopses e comprar as obras, está disponível no link bit.ly/2UryVGF

Marcelo D’Salete Página de “Angola Janga” / Divulgação

Roger Cruz

Além de colaborar para revistas da Marvel e da DC Comics, o quadrinista paulistano também tem uma ampla produção autoral, incluindo revistas como “A Irmandade Bege” (2018). Um dos seus trabalhos mais recentes é a trilogia “Xampu” (2010-2018) que narra com tintas autobiográficas a juventude de um grupo de roqueiros em São Paulo nos anos 1990. O site do autor, com loja virtual, está no link bit.ly/2HQy01d

Roger Cruz Trilogia autobiográfica “Xampu” é um de seus maiores projetos / Divulgação

Wagner Willian

Artista visual e quadrinista, publicou uma série de livros e HQs, incluindo “Flerte da Mulher Barbada” (2016), um livro de entrevistas que fez com quadrinistas sobre seus respectivos processos produtivos – e que foi publicado em forma de HQ. Em 2016 ele lançou “Bulldogma”, graphic novel que usa pitadas de ficção científica para fazer um retrato da cena artística das principais cidades brasileiras. O site do autor, onde é possível ler sinopses de todas obras está no link bit.ly/2Tghx7z

Wagner Willian HQ “Flerte da Mulher Barbada” teoriza os quadrinhos / Divulgação

Fábio Moon e Gabriel Bá

Dois que, na maioria das vezes, funcionam como um. Os irmãos gêmeos criaram a revista “10 Pãezinhos”, que publica desde 1997 os trabalhos autorais de quadrinistas brasileiros. Um de seus trabalhos mais conhecidos é a adaptação do romance “Dois Irmãos” (2000), de Milton Hatoum, que narra os conflitos de dois irmãos gêmeos, para os quadrinhos. Em 2011, ganharam o Eisner pela minissérie “Daytripper”, sobre as várias mortes de um mesmo homem. O site oficial da dupla está disponível no link bit.ly/1dSovCj

Fábio Moon e Gabriel Bá Os irmãos gêmeos em um autorretrato / Divulgação

Bianca Pinheiro

A quadrinista ganhou relevância ao postar virtualmente seus quadrinhos das interações de uma menina com um urso, o que deu origem ao compilado “Bear” (2014). Ela foi a primeira mulher a ganhar o prêmio de roteirista revelação do HQ Mix. Ano passado ela publicou junto com Greg Stella “Eles estão por aí”, uma HQ de comédia e terror sobre alienígenas.
O site da autora está no link bit.ly/1HBbP2f

Bianca Pinheiro Autorretrato da artista / Divulgação

Lucas Gehre

Artista plástico e quadrinista brasiliense, é um dos criadores do selo Samba, para HQs autorais. Publica regularmente uma série de tirinhas de temática existencialista chamada Quadradinhas, que podem ser lidas no link da página do autor, bit.ly/2BciqqH. Já foram publicados mais de 1,1 mil tirinhas desta série. Apesar do sucesso on-line do projeto, nunca foram publicadas edições físicas.

Lucas Gehre Uma das quadradinhas de Gehre / Divulgação

Felipe Nunes

Mais jovem dos artistas listados aqui, aos 24 anos já é um dos principais nomes do mercado, em especial pelo sucesso da graphic novel “Dodô” (lançada inicialmente em 2015 e depois colorida em 2017) e que narra o processo de aceitação de uma menina da separação dos pais em uma história quase sem falas. Seu novo projeto, “Clean Break”, teve sucesso em uma campanha de financiamento coletivo no ano passado e está em fase de preparação. Saiba mais sobre o autor no link bit.ly/2RWOWYn

Felipe Nunes Imagem da HQ“Dodô” / Divulgação

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