Marcos Mion fala sobre encontro com Bolsonaro: 'Meu partido é o autismo'

Por Metro Jornal

No último dia 20 de julho, Marcos Mion teve um encontro com Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro na esperança de reforçar a importância da inclusão de dados sobre autismo no Censo 2020, algo que o presidente já havia indicado que não seria possível. O apresentador da Record relatou os bastidores dessa conversa no Morning Show, programa da rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (6).

O encontro foi marcado pela própria Michelle, que respondeu a um vídeo que Mion gravou ao lado do filho, Romeo, 14 anos, que tem autismo. O recado era direto ao presidente e viralizou."Eu fui por uma causa perdida. Eu fui achando que o governo ia usar a minha imagem para amenizar o 'não' para a comunidade autista, para eu ser um porta-voz das más notícias", disse ele.

Mion explicou que o encontro, a princípio seria com a primeira-dama e representantes do IBGE e do Ministério da Saúde, acabou sendo transferido para o gabinete de Bolsonaro depois que o presidente soube que ele estava lá.

"Nunca poderia imaginar, mas o presidente jogou a decisão para a minha mão. Eu poderia tomar a decisão que a maioria queria, de não colocar no Censo, colocar na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), e agradar à maioria dos políticos e profissionais que estavam lá, ou eu poderia representar a comunidade autista", disse o apresentador.

Ele achou importante frisar que não tem aspirações políticas. "Meu partido é o autismo. Seja onde for, com quem for, aonde for, seja qual for o presidente. Não me interessa. A pessoa tá no poder é a pessoa que vai poder definir melhorias para a minha comunidade? Eu vou estar lá com essa pessoa, eu vou falar com ela", disse.

Ele explicou como se referiu a Bolsonaro. "Falei: 'Presidente, se você quer realmente pegar essas milhares de famílias no colo e fazer o que a comunidade quer, você vai sancionar essa lei. Deu um silêncio na mesa, porque estávamos há duas horas conversando e chegado à conclusão de que não ia ser no Censo, mas a comunidade autista queria o Censo. Falei: 'É isso que você tem que fazer'. Ele falou: 'Então tá bom, qual é o próximo assunto?"", disse Mion.

"Eu não sou nem a favor e nem contra. Eu tô aqui para relatar os fatos. De fato, nesse dia, nessa ocasião, o Bolsonaro olhou para a comunidade autista e falou assim: 'eu vou dar o que vocês querem, eu vou abraçar vocês"", finalizou Mion.

 

 


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