Mulheres são destaque em Mostra de Cinemas Africanos

Por Metro Jornal

O plural no título da Mostra de Cinemas Africanos dá bem a dimensão da diversidade do evento, que abre nesta quarta-feira (10) sua quarta edição, às 20h30, no Cinesesc.

Até o dia 17, o espaço apresenta 24 títulos procedentes de 14 países como Nigéria, Tunísia e África do Sul. O que torna o evento único é o fato de a grande maioria desses filmes não ter exibição comercial garantida, tornando a mostra a única chance de ter um panorama diverso do que vem acontecendo no cinema do continente africano.

O filme da abertura, com sessão gratuita, é “Supa Modo”, escolhido pelo Quênia para representar o país na briga pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

O longa do diretor Likarion Wainaina apresenta uma carismática garota de nove anos que, a despeito de sofrer de uma doença terminal, sonha em ser uma super-heroína.

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Este ano, a mostra tem um olhar especial para a produção de cineastas mulheres, como Wanuri Kahiu, que narra a perseguição à comunidade LGTBQI no Quênia em “Rafiki”, e Meryem Ben’Barek-Aloïsi, vencedora do prêmio de melhor roteiro da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, com “Sofia”, sobre a situação de uma mulher violentada no Marrocos.

Após o sucesso de “Pantera Negra”, que incorporou a estética afrofuturista, será possível conferir como os próprios diretores africanos a trabalham em uma sessão de quatro curtas que acontece neste domingo, às 16h30, e será seguido de debate com Kênia Freitas.   

Para pensar sobre memória da produção africana, a mostra exibe os longas de ficção “Touki Bouki” (1973) e “Hyènes (1992), do Djibril Diop Mambèty (1946-1998), um dos mais importantes diretores do Senegal.

A programação completa pode ser conferida no site sescsp.org.br.


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