Chico Bernardes se lança na música com disco folk cheio de maturidade

Por Metro Jornal

Chico Bernardes tem apenas 20 anos, mas preparou um disco de estreia cheio de maturidade, fruto dos exemplos musicais do pai, Maurício Pereira, e do irmão, Tim Bernardes, da banda O Terno. Homônimo, o álbum ganha show de lançamento neste domingo (30), às 19h, no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, Paraíso, tel.: 2168-1777; grátis).

Seus pais o deserdariam caso você não virasse músico?
Acho que não. Foi por livre e espontânea vontade. Quando eu era pequeno até dizia que não queria ser, mas me contradisse. Comecei a compor no final do colégio e acabou que foi. Entrei na faculdade de música, comecei a tocar violão e piano e peguei gosto.

Em meio a tanta distração tecnológica para os adolescentes, como você começou a compor?
Quando comecei a tocar violão, em 2015, gostava muito de mexer nas afinações. Como não sabia muito sobre isso, explorava sonoridades mais fáceis para quem estava aprendendo. A partir disso fui compondo progressões de acordes, vendo como soavam e comecei a colocar letras em cima. “Vago” foi a primeira música.

O folk é sua inspiração. O que ele tem a dizer a esse mundo cheio de hip hop?
Acho que eu gosto de caminhar um pouco para trás. O excesso de tecnologia já é muito grande hoje em dia. Gosto de tocar violão no jardim e fazer as coisas um pouco menos século 21 para não fritar a cabeça. Compositores dos anos 1970 e 1980, como Bob Dylan e Joni Mitchell, faziam isso, colocando a letra acima de tudo. Só o violão e a voz já bastam.

Por que o violão se sobressai ao piano no disco?
Eu me sinto mais seguro no violão, que tem uma coisa de estudo mais regrado, além dessa relação com o som que ouço. Já o piano estimula muito a criatividade. Com ele, tenho outra relação, de sentar todo dia e tocar algo que não existe. O próximo disco vai ter bastante piano.

Você se chateia em ser taxado de velho por sua música?
Não, acho que tenho mesmo um espírito um pouco velhinho, meio vovô. Acho interessante como a minha música como rebate nas pessoas.


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