Com um toque brasileiro, ‘Toy Story 4’ renova franquia

Por Metro Jornal São Paulo

Quase 25 anos depois da estreia do primeiro “Toy Story”, que revolucionou a indústria de cinema ao se tornar o primeiro grande filme de Hollywood totalmente animado em computador, é chegada a vez de acompanhar a quarta história de Woody, Buzz e companhia.

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“Toy Story 4”, que chega nesta quinta-feira (20) aos cinemas, apresenta os personagens já conhecidos em uma nova casa, com uma nova dona e os desafios de aprender a lidar com Garfinho, um brinquedo feito a partir de um talher e que sofre de uma crise existencial.

A animação do novo personagem, inclusive, passou pelas mãos do brasileiro Claudio de Oliveira. A ideia era usá-lo para retratar um tipo de brinquedo que as crianças inventam de forma espontânea.

“Escolhemos esse caminho ao observar como nossos filhos fazem projetos de arte e brincam com todo tipo de coisa. E se uma dessas invenções ganhasse vida? Como seria esse personagem que não entende nada desse mundo? Garfinho acabou se tornando muito divertido”, afirma o diretor Josh Cooley, que já tinha atuado como roteirista em “Divertida Mente” (2015).

“Não trabalhava na Pixar, mas me sinto muito orgulhoso de ter assumido esse desafio. Parte da equipe trabalhou no filme original e outra parte teve ‘Toy Story’ como seu primeiro trabalho. Isso fez com que puséssemos muito amor neste filme”, afirma ele.

Uma das mudanças perceptíveis é que o romance insinuado entre Woody e Bo Peep nas primeiras histórias é agora concretizado.

“Essa era como uma espécie de nota de rodapé. Poder aprofundar isso sempre me pareceu fascinante. O fato de Woody ter que passar por uma grande transformação fez com que essa parecesse uma transformação natural”, defende Cooley.

Bo Peep também surge mais poderosa e valente. “Pensamos em reintroduzi-la quase como uma personagem nova. Queríamos que fosse poderosa e sincera. Ela era um brinquedo perdido, algo que Woody sempre evitou ser. Esse é seu maior medo. E o que acontece se ele fica cara a cara com seu maior medo? E se esse medo é Bo Peep, com quem ele se importa? Woody apenas quer fazer seu trabalho e estar presente para seu dono para sempre, mas Bo Peep sabe que as coisas não são assim. O tempo passa e ela, de alguma maneira, está de boa com isso, o que a torna uma catalisadora da verdadeira mudança de Woody”, afirma o produtor Jonas Rivera.

Essa transformação no protagonista, aliás, foi a grande motivação para fazer um quarto filme após um elogiadíssimo fim de trilogia, em 2010, responsável por premiar a franquia com dois Oscars (animação e canção original).

Mais uma vez dublado por Tom Hanks nas cópias com idioma original, o caubói enfrenta uma situação que o público nunca viu.

“Ele está em uma casa nova, com uma dona nova. Tudo é novo para ele, e isso tem um caráter muito forte. Bonnie não vai ser a mesma criança que Andy foi. Há brinquedos novos. O filme é, portanto, sobre como Woody lida com isso”, conclui Cooley.


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