Aplaudido pelo caráter experimental, 'Madame X' traz Madonna em diferentes estilos

Por Metro Jornal
capa madame x madonna

O anúncio de lançamento do mais novo álbum de Madonna, feito há dois meses, dava pistas da miscelânea que viria pela frente.

Para a cantora, a tal “Madame X” que batiza seu 14º  disco de estúdio é uma mulher de múltiplas facetas, capaz de ser igualmente prisioneira, estudante, uma mãe, líder de estado, freira e puta.

Esse ecletismo é o que marca as 15 novas faixas apresentadas na última sexta-feira (14).

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Seguindo uma tradição iniciada por ela mesma de nunca fazer um trabalho igual ao outro, Madonna investe dessa vez em sonoridades tão distintas quanto o reggaeton, o funk e o kuduro para defender o título de rainha do pop conquistado no fim dos anos 1980.

Isso se dá por meio de parcerias com Quavo (“Future”) e Swae Lee (“Crave”), expoentes de uma vertente em ascensão do hip-hop conhecida como trap, e também com astros latinos que estão no topo, como o colombiano Maluma, com quem canta nas dançantes “Medellín” e “Bitch I’m Loca”, e Anitta, com quem divide os vocais no funk “Faz Gostoso”, da portuguesa Blaya, com direito a Madonna passeando pela língua de Camões.

Se há uma unidade possível, aliás, é a presença do idioma luso, que atravessa o refrão de várias canções, numa homenagem a Portugal, país onde ela vive desde 2017.

A guitarra típica do fado também está presente em faixas como a questionadora “Killers Who Are Partying”.

Aos 60 anos, com uma carreira sólida, Madonna não tem que se provar a ninguém, o que lhe dá a liberdade para experimentar sem culpa, tornando “Madame X” seu trabalho mais empolgante desde “Confessions on a Dance Floor” (2005).

Ouça "Madame X":


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