Proprietário da editora Cousa, Saulo Ribeiro fala sobre participação na Flip 2019

Por Metro Espírito Santo

Pelo segundo ano consecutivo, o editor e escritor Saulo Ribeiro foi convidado a apresentar sua editora Cousa na Flip  (Feira Literária Internacional de Paraty – RJ), que será realizada de 10 a 14 de julho. O convite para participar de uns dos maiores eventos da literatura do país é graças ao trabalho construído ao longo de 10 anos na cena literária do estado.

Além da atuação na editora, Saulo é autor do livro “Os Incontestáveis” e editor  do “Intelectolices”, que serão relançados na feira com assinatura da Cousa. Em conversa com o Metro Jornal, ele conta sobre o mercado literário do estado e as estratégias de escritores e editoras para alcançar os leitores capixabas.

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Como está o mercado para as editoras em geral… e no Espírito Santo?

Virou uma questão de sobrevivência. Hoje, tentamos atuar com o menor estoque possível, para não ficarmos endividados. Antes, publicávamos mil, dois mil exemplares, sendo mais ou menos 12 títulos por ano. Muitos ficavam parados e os custos acabavam dobrando. Agora, são mais de 30 títulos, entre 100 e 150 tiragens, no máximo. Além disso, as editoras pequenas só estão conseguindo tocar os projetos com parceria entre elas. Lógico que queremos alcançar o Brasil todo, mas isso só é possível tomando conta de casa, ou seja, conquistando o público local e depois ganhando os leitores de fora. Precisamos estar presentes… não vai funcionar se formos esquecidos pelos capixabas. É uma briga dura, mas gostosa de fazer. E, vou te contar, algumas pessoas de outras cidades acham o cenário literário de Vitória bom. Temos muito potencial.

O que é necessário para se manter no mercado literário?

Adotamos a estratégia de associar nossos livros à gastronomia, às artes plásticas, diferenciando-se de uma livraria normal, por fortalecer vários nichos. Acabamos atingindo o público por não atuarmos em áreas convencionais da literatura. Outro ponto é a busca por parcerias, seja no estado, em Vitória ou fora do país. Entendemos que publicar livro é algo coletivo. Só conseguiremos sobreviver se atuarmos em coletivo, tendo uma editora em parceria com outras e escritores unidos. Não é para ser uma competição.

Será a segunda vez consecutiva da Cousa na Flip. O que está sendo preparado para o público?

Na Flip, os eventos paralelos à programação central acontecem em casas. Nós ocuparemos o espaço que antes era um presídio da cidade, então a chamamos de “Cadeia Literária”. Funcionaremos com mais outras sete editoras, entre elas “Reformatório”, “34”, ambas paulistas, “Revista Lavoura” e a “Feminas”. Vamos promover algumas ações e novidades, como a venda da segunda edição de “Os Incontestáveis” (do próprio Saulo) e de “Previsão para Ontem”, do Henrique Rodrigues. A nova impressão de “Intelectolices”, do João Moraes, também está prevista. Teremos shows, saraus, bate-papos e um pouco do café do Espírito Santo, que será preparado e servido pela nossa barista.

Quais são os próximos lançamentos da editora?

Lançamos nesta semana o livro “Trechos de Trilhas”, da Rita Uliana, que são crônicas de viagem da escritora. Já na sexta haverá o lançamento do novo livro de poemas de Carlos Fonseca, “Meio-Dia”. A noite de autógrafos vai ser no Duetto, em Vitória. Mais tarde, em julho, teremos outro evento de lançamento, do “Passo de Dois”, do Marco Kbral e da Stella Motta, antes da feira, no Trapiche Gamão, na capital. O mesmo livro será lançado no final de junho  no Rio de Janeiro, contemplando a terra da  escritora (Stella).


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