Em novo romance, escritora Bernadette Lyra reflete sobre a morte

Por Metro Espírito Santo
capa ulpiana

Histórias que se cruzam, lugar misterioso e uma mulher em busca de decifrar a morte da tia. Esse é o contexto narrado no 11º romance da escritora Bernadette Lyra em “Ulpiana”, lançado nesta quinta-feira (30).

O livro começa com a opção de morrer por parte de uma mulher. Essa decisão quer ser decifrada por sua sobrinha.  E toda história se passa em uma antiga necrópole em ruínas, situada nos Balcãs, na planície de Kosovo. O lugar dá nome ao título do romance. 

Leia mais:
Empresário do rock, Paulo Baron lança livro sobre suas experiências
Voyager traz Grécia Antiga de ‘Assassin’s Creed’ em experiência de realidade virtual

Nesse cenário que se desenrola de forma não linear todo o livro, em torno da vida de várias mulheres, unindo fragmentos de memórias e tramas, envolvendo enganos, desenganos e perdas.

“‘Ulpiana’ foi escrito porque sempre achei perturbadora a atitude das pessoas diante da morte. Sobretudo, se essa morte se deve a um ato voluntário por parte de alguém. Nesse último caso, os viventes que ficam buscam alguma coisa que atenue o espanto, a dor da perda, a sensação de culpa. E seguem repetindo os pequenos rituais do dia a dia, enquanto têm de enfrentar as lembranças e o fato de que a vida inevitavelmente se acaba, às vezes de forma brusca e inesperada”, explica a autora.

Sem julgamentos e sentimentalismo, Bernadette revela sua visão sobre a morte. Natural em suas publicações, sua narrativa leva os leitores por muitas histórias.

Bernadette Lyra é professora emérita da Ufes e é também a mais nova integrante do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades (PósCom-Ufes). Em 2018,  a escritora foi considerada Pesquisadora do Ano, pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual e, em 2019, ela será a homenageada capixaba do 26º Festival de Cinema de Vitória.


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo