Cinebiografia de Elton John, ‘Rocketman’ faz cinema se tornar jukebox de hits

Por Ernesto Garratt Viñes – Metro Internacional

Seguindo a trilha do sucesso triunfal de “Bohemian Rhapsody”, que somou mais de US$ 900 milhões em bilheterias pelo mundo ao retratar a trajetória de Freddie Mercury e da banda Queen, “Rocketman” estreia nesta quinta-feira (30) com a missão de narrar a história por trás de outro mito da música: Elton John, 72, autor de hits como “Your Song” e “Sacrifice”.

A comparação entre os dois longas é inevitável, já que eles apresentam os turbulentos anos de formação de ídolos pop e têm a mão do diretor Dexter Flechter, que deu sequência a “Bohemian Rhapsody” após Bryan Singer ser afastado do projeto.

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Há ainda outro fator crucial para o sucesso desse tipo de produção: a existência de um elemento interior capaz de redimir o protagonista em questão.

Atormentado e viciado em drogas, álcool, sexo e compras, além de estar sob a sombra de uma relação ruim com um pai ausente, Elton John inicia o filme em uma reunião dos Alcoólicos Anônimos.

A partir desse momento, as músicas pop criadas pelo artista ao longo de décadas acompanham imagens de uma infância desajustada na Inglaterra do século passado até chegar a seus anos juventude, quando ele passa a ser interpretado por Taron Egerton (“Kingsman”), que soltou a voz para viver o papel.

Apesar de ser uma produção com a chancela do próprio biografado, “Rocketman” não se exime de revelar momentos controversos da vida dele, como a descoberta de sua identidade sexual e o abuso de drogas, além da frutífera aliança com seu parceiro criativo, o compositor Bernie Taupin, interpretado por Jamie Bell.

Elton John fez questão que essas cenas não fossem amenizadas para que o filme deixasse de ter classificação “restrita” . “Eu não tive uma vida com classificação indicativa de ‘impróprio para menores de 13 anos”, escreveu ele no jornal “The Guardian”.

“Rocketman” flerta com a fantasia e foi concebido para o consumo de massa. O cenário está pronto para que ele se torne um fenômeno global tão grande quanto “Bohemian Rhapsody” porque ambos funcionam de acordo com a mesma lógica do pop: é melhor ouvir do que entender.

Assista ao trailer:


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