Tiago Iorc ressurge após quatro anos sem inéditas com álbum visual, 'Reconstrução'

Por Fred Lopes - Metro São Paulo
capa reconstrução

Após ficar mais de um ano sem postar nada nas redes sociais, o cantor Tiago Iorc voltou, sem avisar ninguém, ao mundo virtual, para o lançamento de seu mais recente disco, "Reconstrução". O álbum, que também é visual, conta com um clipe para cada uma das 13 faixas.

"Desconstrução" abre o novo trabalho do brasiliense, dramatizando os problemas da vida na internet. A letra é pensada a partir de um repetição de ações do eu lírico, fazendo uma alusão direta a "Construção", canção de Chico Buarque. Com o clipe, a música ganha um peso ainda maior, quando descobrimos que a protagonista é apenas uma em meio a uma multidão de vazios deixados pela superficialidade da vida contemporânea.

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Daqui para frente, a narrativa vai no sentido completamente oposto. Se "Desconstrução" se destaca pela problemática social e pela ousadia na construção melódica, com "Hoje eu Lembrei do teu Amor" retoma o Tiago Iorc de sempre, com músicas romances 'água com açúcar'. A faixa lembra sucessos como "Amei te Ver" e "Alexandria", do álbum anterior. "Deitada nessa Cama" é uma balada lenta, que funciona bem com a música anterior, como a sequência de clipes propõe.

Com "Fuzuê", o álbum visual passa a enfileirar clipes até "Me Tira pra Dançar". A única ligação entre eles é a presença constante de Tiago Iorc e a modelo Michele Alves, par do cantor nos vídeos, além da fixação por manter tudo meio parado – quase como se o tempo não tivesse muita pressa em passar. Os manequins que aparecem no primeiro clipe e pareciam fazer parte de uma narrativa maior, reaparecem rapidamente na sétima faixa e só retornam mesmo na décima primeira.

Isso porque as músicas desse meio são, na maioria, histórias românticas fofas. O questionamento maior volta nas últimas três faixas. "De nada adianta guardar amor, tudo o que há é pra dividir", conclui Iorc na canção final, "Sei".

Se for considerar o casamento vídeo+música, o resultado parece ser um eu-lírico – representado na figura da garota – que relembra um romance encerrado e, nesse meio tempo, se pergunta se o amor vale a pena. Ou então de alguém só muito cansado da liquidez da vida contemporânea. Será mesmo? A interpretação real para "Reconstrução" fica a cargo de quem aprecia o álbum visual por completo.

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