MasterChef Brasil: Isso aqui é uma montanha-russa, afirma Marcus

Por Vinicius de Melo - Band.com.br

O cirurgião-dentista Marcus Lima deixou o MasterChef Brasil neste domingo, 28, após passar por uma das provas de eliminação do talent show culinário. Os participantes que estavam na berlinda tiveram de preparar empanadas argentinas, um petit gâteau e um suflê de goiabada para tentar sobreviver na competição.

"Eu estava conversando com meu filho e ele perguntou como era estar no MasterChef. Eu falei que isso aqui é uma montanha-russa. Um dia você está lá em cima no mezanino, tranquilo, observando tudo que está acontecendo. No mesmo dia, alguém pode te indicar, te descer, e você não sabe o que se passa na cabeça dos jurados. Esse é o grande barato do jogo", disse em entrevista ao Portal da Band.

"Eu nunca fiz empanada. Já tinha comido, mas eu me arrisquei muito ao querer usar a farinha integral, como o [Henrique] Fogaça falou. Em nenhum momento me arrependi, até porque a minha empada foi a única que a Paola [Carosella] voltou para experimentar e disse: 'Isso aqui não é uma empadada, mas o recheio está divino. Vou até comer mais um pastelzinho de forno'. Isso foi muito legal", relembrou.

"Embora seja um jogo, o que mais me interessava eram os feedbacks, não o resultado', completou. Segundo Marcus, além das empanadas, ele também não tinha experiência nenhuma com petit gâteau ou suflê de goiabadas, os outros dois desafios que ele teve que encarar em seguida na prova de eliminação por rounds.

"Parece que escreveram uma prova para mim [ser eliminado]. Eu nunca tinha feito nada dessas paradas aí, nem receita eu sabia. Fui meio que na onda do mezanino. Então, eu não posso fazer uma cobrança de algo que eu nunca fiz, embora eu estivesse aqui para aprender. Acho que, para quem nunca fez, eu fiz até bem demais", explicou. Dentre os três desafios, o cirurgião-dentista achou fazer as empanadas mais difícil. "Foi punk", disse.

E, apesar de não ter chegado longe, Marcus agradeceu a oportunidade que o programa lhe deu. "Dentro de milhares de inscrições, hoje eu posso bater no peito de cabeça de erguida, voltar para a zona leste [de São Paulo] e falar que eu estou entre os melhores cozinheiros amadores do Brasil. É muita honra. Sabendo as minhas origens, de onde eu vim, qual a proposta da culinária na minha vida e tudo que minha mãe me ensinou. Então, é só lucro", afirmou.

Prova em equipe

Antes de deixar o programa, Marcus também fez uma análise sobre os erros do seu grupo na primeira prova, capitaneada por Eduardo Richard. "Tinha um público bem exigente, né? Era bem contraditório. Oferecer uma comida básica, de boteco, com inspirações nas grandes capitais, a um público acostumado com música clássica", disse.

"Talvez tenhamos errado na escolha do brownie como sobremesa, por remeter a algo mais americano. Os chefs foram bem incisivos quando eles pediram referências brasileiras e regionais. Porque, quanto aos outros itens, às outras escolhas foram bem-feitas segundo os chefs. Se dependessem deles, nós sairíamos vencedores", continuou.

"A equipe azul teve o privilégio de ter acesso primeiro ao mercado e eles foram inteligentes. Utilizaram isso a favor deles, quando pegaram frutos do mar. O camarão é algo que remete a um pouco mais de glamour. E a escolha da cocada foi muito brasileira. Acho que, no ponto de nível técnico, fomos bem equilibrados. O que desequilibrou foram as escolhas das receitas", finalizou.


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