The Cranberries presta homenagem a Dolores O'Riordan com último álbum

Por Reuters

O grupo irlandês de rock The Cranberries se despede com o lançamento nesta sexta-feira de seu último álbum, um tributo comovente à ex-vocalista Dolores O’Riordan, que morreu em 2018.

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“In the End” é o oitavo álbum de estúdio do grupo, que alcançou a fama no início da década de 1990 com sucessos como “Zombie” e “Linger”, e inclui as últimas gravações de O’Riordan, que se afogou no banho em um hotel de Londres em janeiro de 2018 devido a uma embriaguez.

O trabalho no último álbum começou durante uma turnê em 2017 e, à época, O’Riordan e o guitarrista Noel Hogan haviam escrito e gravado um demo com 11 músicas.

Com a gravação da voz de O’Riordan, Hogan, o baixista Mike Hogan e o baterista Fergal Lawler completaram o álbum em homenagem à cantora.

Dolores Reuters

“Quando nos demos conta do quão fortes eram as canções, esse foi o fator decisivo.., não havia sentido (…) em arruinar o legado da banda”, disse Noel Hogan em uma entrevista.

“É óbvio que a Dolores queria que esse álbum fosse feito, porque, quando você escuta o CD, escuta as músicas e o quão fortes são, e ela estava muito, muito emocionada de entrar (em estúdio) e gravar isso”, acrescentou.

A banda foi formada em Limerick em 1989 com outro vocalista. O’Riordan substituiu o cantor um ano depois, e o grupo se transformou na banda de rock mais bem-sucedida da Irlanda depois do U2, vendendo mais de 40 milhões de álbuns.

O’Riordan, conhecida por sua distinta e forte voz que cantava tanto sobre relacionamentos quanto sobre violência política, tinha 46 anos quando morreu.

“Mentalmente ela estava em um lugar muito bom. Estava se sentindo muito feliz e forte e à espera de uma nova fase de sua vida”, disse Lawler.

“Muitas das letras deste álbum são sobre coisas que acabam… as pessoas poderiam ler isso de modo diferente, mas ela estava falando de uma fase e sua vida pessoal”, acrescentou.

A banda anunciou previamente sua intenção de se separar após o lançamento de “In the End”.

“Estamos absolutamente destruídos, não podemos tocar (as músicas) ao vivo, porque isso é algo que foi uma parte importante dessa banda desde o primeiro dia”, disse Noel Hogan.


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