Amizade Dolorida: Profissionais do sexo criticam nova série da Netflix

Por Victória Bravo

Na sua mais nova série, “Amizade Dolorida”, que estreou em 24 de abril, a Netflix abordou a vida de Tiff (Zoe Levin), uma jovem que é universitária de dia e trabalha como dominatrix à noite, convivendo de perto com a prática sexual BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo).

No entanto, a produção criado por Rightor Doyle não caiu no gosto de profissionais do sexo que vivem essa realidade de perto e acabaram chamando o programa de estigmatizado e irrealista no Twitter.

“Eu entendo que o programa é vagamente baseado em uma experiência pessoal, mas ele lança uma sombra ruim e um estigma sobre a dominação profissional. As imprecisões alimentam o estigma do bdsm e realmente não mostram como é a vida de uma dominadora. Por que ela é dominadora 24 horas, sete dias por semana? Por que o espartilho dela não combina bem com ela? Ela não seleciona seus clientes? E a falta de negociação e consentimento? Vamos lá, mesmo com uma base simples deveria haver uma melhor representação do bdsm aqui”, escreveu uma das usuárias.

Outra apontou que para quem conhece bem essa área, as coisas parecem irreais: “O problema que vejo é que isso não é para os trabalhadores do sexo. Nenhum de nós é o público alvo, nem parece que fomos considerados durante o processo de produção”, criticou.

Ainda assim, o  programa da Netflix permanece com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já os telespectadores brasileiros deixaram a série com 4 estrelas de 5 no Filmow e elogiaram a produção.

 

 


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