DJ Rennan da Penha, organizador do Baile da Gaiola, se entrega à polícia em condenação polêmica

Por Metro Jornal

O DJ Rennan da Silva Santos, conhecido como "Rennan da Penha" e organizador de um dos maiores bailes funks do Rio de Janeiro, entregou-se à Polícia nesta quarta-feira (24), após ter passado um período foragido. Ele passou sua primeira noite em um presídio na Zona Norte do Rio.

Segundo o funkeiro, a fuga tornou-se insustentável, não o permitindo realizar eventos ou produzir novos lançamentos. "Ficar correndo de um lado pro outro não dá, tenho família, tenho uma equipe de trabalho", diz, em lágrimas.

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O DJ foi condenado em segunda instância pela Justiça carioca, encarando seis anos e oito meses de prisão por associação ao tráfico de drogas. Rennan havia sido absolvido na primeira instância, e sua condenação é questionada por fãs, colegas de profissão, e profissionais do Direito.

A acusação do Ministério Público fluminense é de que Rennan atuava como olheiro para o tráfico de drogas, além de apontar apologia aos traficantes e ao armamento ilegal em suas canções e videoclipes.

A defesa do músico entrou com pedido de habeas corpus, e um comunicado de seus advogados responsáveis foi divulgado no perfil oficial de Rennan no Twitter. Nele, a acusação de "olheiro" é chamada de "tão estapafúrdia que beira a inocência", afirmando que o DJ não gozava da discrição necessária para exercer tal função. "Os bailes de Rennan atraem mais de 25 mil pessoas, sendo a ele absolutamente impossível passar despercebido onde quer que seja".

https://twitter.com/i/events/1110100184023744512

Os advogados também apontam preconceito por parte do Ministério Público, visto que o DJ representa a cultura negra da periferia do Estado. A justiça e as polícias do Rio de Janeiro tem histórico de conflitos de cunho racial, acentuado nas periferias da capital fluminense.

A Ordem dos Advogados do Brasil também questionou a condenação de Rennan, vendo-a como tentativa de criminalização do funk, e afirmou-se preocupada com o uso do sistema de Justiça para atingir setores sociais marginalizados.


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