HBO exibe o documentário Deixando Neverland, que acusa Michael Jackson de pedofilia

Por Gregory Wakeman - Metro Internacional

De acordo com Dan Reed, diretor do documentário “Deixando Neverland”, Michael Jackson foi um “pedófilo profissional” que se valeu de métodos muito deliberados, manipuladores e bem organizados para atrair suas vítimas.

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O filme tem causado alvoroço desde sua primeira exibição, em janeiro, no Festival de Sundance, ao revelar uma outra faceta do astro do pop, morto subitamente, aos 51 anos, em 2009.

Dividido em duas partes, o documentário será exibido pelo canal pago HBO, neste sábado e domingo, às 20h.

Reed passou três anos trabalhando no filme, entrevistando duas das presumidas vítimas de Jackson, assim como seus familiares, antes de mergulhar profundamente nas investigações contra o cantor.

“Deixando Neverland” também aborda como o artista convencia as mães a deixarem-no ficar sozinho em um quarto e passar tanto tempo com seus filhos.

“O fator celebridade provocou um ofuscamento. Tampouco se falava de pedofilia. Aquela era uma época mais ingênua. Não é possível explicar adequadamente porque Michael fez o que fez. Não é como se ele tivesse sido obrigado por uma força incontrolável. Era um pedófilo profissional”, diz o diretor.

Os depoimentos de Wade Robson e James Safechuck entram em detalhes explícitos sobre as atividades sexuais que Jackson teria forçado neles. Reed sabe do quão inquietante e horripilante é ouvir tudo isso, mas, para ele, esse enfoque era fundamental.

“De início, dissemos a James e Wade: ‘Não podemos ocultar isso. Temos que enfrentar a natureza gráfica e o que aconteceu’. Tivemos que estabelecer que se tratava de um abuso sexual real e não apenas de um contato inapropriado. Não foi algo inocente. Era o tipo de atividade sexual que os adultos fazem, mas feitas com crianças.”

A família Jackson e seus herdeiros se apressaram em atacar o documentário, insistindo que Robson e Safechuck fizeram as acusações para obter vantagens financeiras. Há ainda críticas sobre o fato de o filme tomar uma posição demasiado unilateral.

“Eu me assegurei de incluir as negações de Jackson e suas afirmações de inocência. Todas essas acusações foram categoricamente negadas. Não é verdade dizer que é unilateral”, defende-se Reed.    

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