Legado de Michael é questionado em novo filme sobre abusos sexuais

Por Reuters

Quase 10 anos após sua morte repentina, o legado de Michael Jackson volta a ser questionado em um documentário sobre supostos abusos sexuais que causou revolta na família do cantor.

“Leaving Neverland” (Deixando Neverland, em tradução livre) mostra dois homens de cerca de 30 e 40 anos que alegam ter feito amizade com Jackson e ter sido abusados sexualmente por ele a partir dos 7 e 10 anos de idade. O filme será exibido na rede norte-americana HBO em 3 e 4 de março e no britânico Channel 4 em 6 e 7 de março.

A família de Michael atacou o filme, e na semana passada o espólio do intérprete de “Thriller” iniciou uma ação civil contra a HBO argumentando que o documentário violou um acordo de 1992 segundo o qual o canal a cabo não o depreciaria. “Michael Jackson é inocente. Ponto final”, disse o espólio na ação civil.

Mas a HBO disse que exibirá o programa de quatro horas e “dará a todos a oportunidade de avaliar o filme e as alegações nele por si mesmos”.

Após a exibição, a HBO transmitirá uma conversa conduzida por Oprah Winfrey com o diretor e os dois homens diante de uma plateia de sobreviventes de abusos sexuais.

Jackson, que morreu em junho de 2009, foi absolvido em um julgamento realizado na Califórnia em 2005 no qual foi acusado de molestar outro menino de 13 anos em seu rancho de Neverland, no mesmo Estado norte-americano. Em 1994, ele fez um acordo a respeito de uma ação civil que o acusou de abuso sexual de ainda outro menino de 13 anos.

A morte do artista provocou tristeza em todo o mundo, um pico de vendas de discos e novos projetos, incluindo um show do Cirque du Soleil, que fizeram dele a celebridade falecida que mais gerou lucros nos últimos seis anos, segundo uma pesquisa anual da Forbes.

“Este é o 10º aniversário da morte do meu tio. Deveríamos estar lamentando, mas ao invés disso estamos sendo bombardeados com mentiras”, disse o sobrinho do cantor, Taj Jackson, à Reuters.

“Leaving Neverland” se concentra em Wade Robson e James Safechuck, que relatam com detalhes explícitos suas experiências em Neverland e outros locais no início dos anos 1990. Eles dizem que à época estavam apaixonados por Michael.

Robson, hoje com 36 anos, depôs a favor do artista no julgamento de 2005. Ele e Safechuck disseram que viram suas experiências de infância por outro ângulo depois de se tornarem pais.

Os irmãos de Michael e seu sobrinho Taj, que passou anos em Neverland quando criança, dizem que as acusações são falsas, ofensivas e motivadas por dinheiro.

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