Novo filme do diretor de 'Moonlight', 'Se a Rua Beale Falasse' denuncia as consequências do racismo

Por Fred Lopes - Metro São Paulo
se a rua beale falasse

Sem muito barulho, "Se a Rua Beale Falasse" integra a temporada de premiações como um dos melhores filmes do ano. Com apenas três indicações ao Oscar, foi no Spirit Awards – prêmio de cinema independente – que o longa de Barry Jenkins recebeu seu verdadeiro reconhecimento, saindo de lá com o prêmio máximo neste sábado (23).

Leia mais:
Crítica: 'Infiltrado na Klan' reconta história de policial negro que investigou KKK
Crítica: Contradições absurdas dos EUA são expostas em ‘Green Book: O Guia’

O filme é baseado no romance homônimo de James Baldwin (leia a crítica do livro) e conta a história de Tish (Kiki Layne), uma jovem grávida que luta para livrar seu marido, Fonny (Stephan James) da cadeia, acusado injustamente de estupro.

O racismo é praticamente um personagem: é ele quem impede a união dos amantes e priva mais um filho da presença paterna. Contudo, ele tem cara, como Jenkins faz questão de nos mostrar, quando expõe a violência policial ou mesmo a omissão da falsa vítima.

"Se a Rua Beale Falasse" é duro como "Moonlight", obra anterior do diretor, mas, ao mesmo tempo, poético como "La La Land", seu concorrente na última edição do Oscar. Layne e James se destacam em seus papéis e mereciam todas as indicações por atuação. Regina King, que interpreta a mãe da protagonista, também entrega uma boa performance.

O grande trunfo do longa, contudo, é a trilha sonora. Ela é responsável por amenizar os socos no estômago que levamos a cada injustiça cometida contra Tish e Fonny. Além disso, a direção de Jenkins também aproveita cada microexpressão de seu elenco, ora com closes no rosto dos atores, ora com planos abertos e tomadas lentas – sem ser piegas.

Assista ao trailer de "Se a Rua Beale Falasse":

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo