Alceu Valença e Elba Ramalho comandam pré-carnaval em São Paulo

Por Agência Brasil

O ritmo do carnaval pernambucano tomou conta neste sábado (23) do Parque Ibirapuera, zona sul da capital paulista. Elba Ramalho e Alceu Valença arrastaram, durante a abertura oficial do pré-carnaval paulistano, uma multidão estimada em 230 mil pessoas.

Completando 40 anos de carreira desde o lançamento do primeiro álbum, Elba mostrou que ainda tem fôlego e agitou os foliões por duas horas de desfile. O show de seu bloco, o Frevo Mulher, começou às 13h30 no Obelisco do Parque do Ibirapuera, na zona sul, e teve a dispersão na Praça Ibrahim Nobre, do Monumento dos Bandeirantes.

A cantora, que se apresenta pelo segundo ano no carnaval de São Paulo, elogiou a recepção do público. “O paulista sabe se divertir, ele está aberto a aventuras. Carnaval é coisa da alma”, disse a cantora à Agência Brasil. Elba Ramalho divulga o 38º álbum, O Ouro do Pó da Estrada.

José Carlos de Aguiar, 59 anos, foi um dos primeiros a chegar no bloco e garantiu o lugar bem próximo ao carro de som. “Não vou dizer que sou fã número um da Elba, porque sou o fã número zero!”, brincou. “Espero que ela cante De Volta Pro Aconchego, minha música favorita”, contou.

No mesmo percurso, o bloco Bicho Maluco Beleza, com Alceu Valença, começou às 16h. Pelo quinto ano consecutivo, o cantor trouxe os ritmos do frevo, maracatu e ciranda para os paulistanos. Além da música que dá nome ao bloco, Alceu trouxe a versão de frevo da música Tropicana; o afoxé para  Anunciação e La Belle de Jour ganhou contornos de ciranda.

Alceu trouxe para a apresentação músicas de seu repertório e também os hits carnavalescos. “As pessoas vão ao delírio”, disse. Ele comentou, com ar de mistério, sobre uma de suas canções mais famosas, Como Dois Animais. “Uma vez eu vi uma coisa surreal. Era um cara vestido de cachorro agarrado com uma onça. E aí eu compus essa música. Esse cachorro talvez tenha sido eu”, disse o cantor.

A carioca Rhayne Albuquerque, 22 anos, disse que gosta mais de carnaval do que do próprio aniversário e sentiu diferença do carnaval do paulistano em comparação ao do carioca. “Eu fui feita no carnaval, sou apaixonada. Lá no Rio tem muita fantasia, purpurina, mas aqui percebi que o pessoal é mais devagar”, disse.

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