Boneca Russa: Série com Natasha Lyonne, de ‘Orange Is The New Black’, é autobiográfica

Por Andrew Husband - Metro Internacional

Para quem já começou a assistir a série “Boneca Russa”, recém-lançada pela Netflix, é difícil acreditar que a comédia de tons obscuros seja tratada como uma espécie de autobiografia pela atriz e roteirista Natasha Lyonne.

Conhecida por interpretar Nicky em outro sucesso do serviço de streaming, “Orange is The New Black”, a atriz criou ao lado de Amy Poehler e Leslye Headland, uma personagem chamada Nadia.

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Ela, por algum motivo desconhecido ao espectador, fica presa em um looping temporal da sua noite de aniversário de 36 anos – a noite em que ela morreu. E como ela morreu? A cada episódio a tragédia volta a acontecer de uma forma mais absurda que a anterior, mesmo que Nadia tente evitá-lo.

“Este programa é o meu bebê. Eu pensei nele por praticamente toda minha vida e certamente pensei nos dias mais obscuros dela”, confessa Lyonne deixando evidente o tom pessoal do programa.

Toque pessoal

Ao longo dos anos 2000, Lyone, que tinha sido estrela em “American Pie” (1999), enfrentou uma época de descontrole: foi presa por conduzir embriagada, não compareceu aos juízos e foi internada em uma clínica de reabilitação para enfrentar seu vício em drogas. Seu regresso se deu pouco a pouco, no teatro, até integrar a equipe da Netflix.

“Todas as pessoas têm que enfrentar consequências de suas decisões. Obviamente, a minha versão pessoal desse enfrentamento é em relação ao meu vício”, diz.

“Nadia é um personagem que está passando por uma experiência isolada e autodestrutiva e realmente passa a enfrentar as possibilidades de uma vida e uma morte muito difíceis. Mesmo que sem querer, ela terá de se esforçar para criar conexões humanas e se tornar uma pessoa participante de sua própria realidade para conseguir sobreviver no final”, avalia a atriz.

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O projeto da série é tão pessoal para Natasha Lyonne que ela, além de ajudar no roteiro e protagonizar a série, assume o papel de produtora executiva e ainda dirige o primeiro dos oito episódios da atração – toda a equipe de direção e produção da série, inclusive, é feminina.

Ainda que o pano de fundo da trama seja extremamente sério, “Boneca Russa” está tão cheia de humor quanto de dramas existenciais. É possível rir em cenas gráficas de violência e sangue e se emocionar com a protagonista apenas encarando o espelho para o qual ela retorna todos os dias, aconteça o que aconteça.

Este, porém, não é um projeto individual. Poehler ajudou Lyonne a dar um tom mais vibrante à história e Headland colaborou com a direção. “A Amy e a Leslye vestiram a camisa e essa série é tão delas quanto minha, mas elas faziam questão de me recordar que era minha história, minha vida e que, se era para contar, que eu contasse isso muito bem”, conclui.

Assista ao trailer:

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