Minha Fama de Mau: Chay Suede é Erasmo Carlos em cinebiografia do cantor; leia entrevista

Por Amanda Queirós - Metro São Paulo

O pop de hoje inspirou o retrato que o diretor Lui Farias fez da juventude dos anos 1950 e 1960 em “Minha Fama de Mau”, que estreia nesta quinta-feira (14). Inspirado na biografia homônima de Erasmo Carlos, o longa narra a ascensão artística do Tremendão, vivido por Chay Suede, a partir de seu “bromance” com Roberto Carlos (Gabriel Leone) e o sucesso dos dois, ao lado de Wanderléa (Malu Rodrigues), no programa “Jovem Guarda”. Divertido e enérgico, o filme fez Chay, 26, retomar a veia musical que o lançou para a fama com “Ídolos”.

Leia mais:
Hebe Camargo ganha exposição inédita no Farol Santander, em São Paulo
Quer ir ao Baile da Vogue? O convite custa ‘só’ R$ 3 mil

O que torna a amizade de Erasmo e Roberto especial?

Acho que tem a ver com o momento em que eles se conheceram. Eles tinham tudo pela frente e, mesmo sem saber, precisavam um do outro. O Roberto precisava de todo o conhecimento que o Erasmo tinha sobre o rock e o Erasmo viu no Roberto uma porta de entrada para o mundo artístico. Era uma a necessidade, a princípio, artística, mas que se tornou afetiva.

O desejo maior do Erasmo era ter sucesso ou realmente viver de música?

Para mim não existe diferença entre uma coisa e outra. Naquele momento, as referências pop estavam chegando como uma enxurrada. O bangue-bangue, o arquétipo do motoqueiro de “Juventude Transviada”, o rock and roll, as roupas e as gírias… Acho que o que o Erasmo queria era ser um homem desse novo momento. Ele queria ser visto e reconhecido desse jeito, e o caminho mais natural para ele foi a música.

O filme tem uma estética pop bem forte. Como isso ajuda a contar essa história?

Ajuda a localizar um personagem que a gente conhece hoje já bem adulto. Através dessa linguagem, a gente consegue lembrar que ele era um garoto cheio de sonhos, fã do Elvis, e que nem sempre foi esse “Gigante Gentil”.

Você começou a vida artística com a música. Como foi poder cantar no cinema?

Foi muito legal. Essa possibilidade nem era uma ideia inicial do diretor, mas acho que tivemos um resultado muito feliz, principalmente porque pude reinterpretar canções das quais já gostava muito.

A caracterização não forçou a barra para você parecer com Erasmo. A ideia era mais ter o espírito dele?

A gente partiu do princípio de não imitá-los e buscou se contagiar do que eles estavam contagiados. Ouvimos as músicas que eles ouviam, vimos os programas americanos que eles viam… Eles eram, acima de tudo, portadores da novidade. Esse espírito foi o mais importante para compor os personagens.

Tem alguma peça do figurino que você tomou para si?

Teve! Um sapato prateado que tenho até hoje. Usei na cena que talvez seja a mais literal do filme, que remete a um dos poucos vídeos que sobraram da Jovem Guarda, em que ele vai fazendo o cordão de percussão enquanto canta “Pode Vir Quente que Estou Fervendo”.

Assista ao trailer de "Minha Fama de Mau":

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo