Os Mulheres Negras fazem apresentação única no Z Carniceria, nesta quarta-feira

Por Metro Jornal

Diferentemente de bandas que anunciam o fim e nunca acabam de verdade, Os Mulheres Negras não chegaram a colocar um ponto final definitivo em sua parceria, mas também não podem ser considerados um duo lá muito ativo.

É exatamente por isso que a apresentação única que acontece hoje, no Z Carniceria, ganha sabor especial – afinal, sabe-se lá quando Maurício Pereira e André Abujamra vão conseguir outra folga de seus projetos solo para celebrar as composições que lhes deram fama na cena musical paulistana do fim dos anos 1980 e início dos anos 1990.

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A colaboração deu origem a apenas dois discos: “Música e Ciência” (1988) e “Música Serve pra Isso” (1990). Parece pouco, mas Pereira e Abujamra sabem fazê-los render ao aplicar as principais características do duo – a experimentação, o bom humor e a inventividade melódica – em suas apresentações.

Isso se dá, em boa parte, por um criativo uso de samplers. Se hoje esse truque é praticamente a base de toda a música contemporânea, demonstrado pela força do hip-hop e do eletrônico, nos anos 1980 era uma novidade que fazia Os Mulheres Negras soarem muito maiores do que são realmente. Duas pessoas em cena pareciam muito mais, fazendo-os se autointitularem “a terceira menor big band do mundo”.

O maior ativo do duo, no entanto, é a despretensão. Pereira e Abujamra fazem música de um jeito popular, como quem toca na sala de casa, e o público se sente acolhido por essa atmosfera.
O show de hoje celebra, especialmente, o segundo álbum, que ganha relançamento em vinil pelo selo Noize Record Club.

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