Heloísa Buarque de Hollanda explora a nova geração feminista em novo livro

Por Metro Rio
capa explosao feminista

Um espectro ronda o Brasil desde 2013, e hoje a pauta está presente em todos os debates. Heloísa Buarque de Hollanda explora a quarta onda Feminista no livro “Explosão Feminista – Arte, Cultura, Política e Universidade”.

Com 27 escritoras convidadas, ela traça um panorama sobre a pluralidade dos feminismos: lésbico, negro, radical, transfeminismo, indígena, protestante e asiático. Cada capítulo é assinado por uma ou mais autoras, que trazem informações, vivências e suas visões das vertentes.

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Militante desde a década de 1970, Heloísa participou da terceira onda do movimento, marcada principalmente pela revolução sexual. Ela fala sobre o aumento do alcance das pautas das mulheres. “A gente estava em plena ditadura, e o feminismo veio como oposição, na luta contra o regime, e eu  fazia parte do movimento cultural. Quando saí do país, descobri o feminismo e não larguei mais”, explica.

A obra é dividida em quatro seções, começando com a contextualização dos movimentos sociais de 2013 como fator de ignição da faísca que deu origem à explosão feminista, e termina com uma homenagem e preservação da memória de veteranas do movimento.

A autora se surpreendeu quando as incursões de junho de 2013, ao invés de perder força, serviram como base para articulações coletivas, que deram origem aos primeiros movimentos feministas contemporâneos. “Esses feminismos sempre existiram. Na década de 1980, já existia o feminismo negro se colocando com muita clareza, na figura da Angela Davis, por exemplo. Além das brancas, as indígenas, as lésbicas, já estavam se organizando há 40 anos. Agora, elas têm voz e visibilidade, com a repercussão na internet”, pontua a autora.

O livro funciona como uma enciclopédia do feminismo brasileiro atual, com linguagem mais acessível do que a dos artigos acadêmicos. Indicado para todos os públicos, mas especialmente voltado para mulheres jovens que querem saber mais sobre o tema, o livro tem uma mensagem bem clara: luta e democracia são palavras femininas.

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