Contradições absurdas dos EUA são expostas em ‘Green Book: O Guia’

Por Mônica Kanitz - Metro Porto Alegre
green book o guia

Filmes de estrada são feitos para apresentar lições de vida e propor autodescobertas, exatamente como ocorre em “Green Book: O Guia”. Baseado em uma história real, o roadmovie está na lista de indicados ao Oscar após ter vencido o Globo de Ouro na categoria musical ou comédia.

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No longa, Viggo Mortensen interpreta um  segurança de boate brutamontes contratado para ser o motorista do famoso pianista Don Shirley (Mahershala Ali), que viaja em turnê pelo sul dos Estados Unidos no ano de 1962. O detalhe é que o artista é negro – e a região que vai receber os concertos exala racismo.   

Mortensen, que engordou 20 quilos para viver Tony Vallelonga, está perfeito no papel do sujeito que resolve tudo na força e não se sente confortável em trabalhar para um negro. Já Mahershala Ali é o artista de hábitos refinados que se incomoda com as grosserias do motorista.

À medida em que a viagem avança, os dois enfrentam situações que expõem as fragilidades e os preconceitos um do outro – e as absurdas contradições de um país.

Isso se dá desde a escolha do título do filme, já que “Green Book” era um livro com os endereços de hotéis que podiam ser frequentados por negros nos EUA de então.

O filme, que marca a estreia solo do diretor Peter Farrely, não escapou de polêmicas. Familiares de Shirley contestam a amizade entre os personagens e passagens da trama, que foi baseada em causos que o filho de Tony teria ouvido do pai.

Assista ao trailer:

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