Oscar 2019: mãe reclama de indicação de curta inspirado em assassinato do filho

Por Metro Jornal
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Indicado ao Oscar de Melhor Curta de Ficção, "Detainment" começa a corrida marcado por uma polêmica. O filme conta a história real do assassinato de James Bulger, morto aos dois anos de idade em 1993. Ao saber que ele estava entre os finalistas, a mãe do menino se disse "enojada" com a indicação.

"Eu não consigo expressar como estou enojada e chocada por esse filme ter sido feito e agora indicado ao Oscar", escreveu Denise Fergus, mãe de James, no Twitter.

"Uma coisa é fazer um filme como esse sem contatar ou pedir permissão à família de James e outra é ter uma criança encenando as últimas horas de vida dele, os momentos que antecederam o seu assassinato brutal, e fazer a mim e a minha família reviver tudo isso!", lamentou.

"Detainment"- 'Detenção', em tradução livre – reconstitui o sequestro de James Bulger, a partir de entrevistas com os responsáveis pelo assassinato, Robert Thompson e Jon Venables. Ambos tinham apenas 10 anos de idade na época.

Mais de 90 mil pessoas assinaram um petição na tentativa de barrar a indicação da Academia. Após a polêmica, o diretor Vincent Lambe explicou que a ideia era que o filme oferecesse uma compreensão melhor sobre como duas crianças poderiam ser capazes de cometer tal crime. Ele divulgou uma nota se desculpando.

"Eu sinto um grande pesar pelo que aconteceu com a família Bulger e lamento muito por qualquer mal estar que o filme possa ter causado a eles. Em retrospecto, lamento não ter avisado à senhora Fergus sobre o filme", disse.

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O caso James Bulger

James Bulger, de 2 anos de idade, foi raptado da mãe, Denise Fergus, no dia 12 de fevereiro de 1993, quando estavam em um shopping de Bootle, cidade do interior do Reino Unido.

Robert Thompson e Jon Venables, ambos de 10 anos, atraíram James para longe da mãe, como mostram as imagens das câmeras de segurança. Eles espancaram o bebê até a morte com tijolos e uma barra de ferro. Depois, deixaram o corpo em uma linha de trem.

A polícia britânica só encontrou o corpo de James dois dias depois. Robert e Jon foram condenados em novembro do mesmo ano a 8 anos de detenção em um reformatório. Quando saíram, receberam novas identidades e começaram a viver de forma anônima.

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