Jornada de aceitação da diversidade guia livro 'Boy Erased - Uma Verdade Anulada'

Por Bruno Bucis - Metro Brasília
boy erased

Se chicotear por ser quem se é. Foi isso o que Garrard Conley aprendeu no acampamento de conversão sexual que frequentou em 2004, quando tinha 19 anos. Ele, um jovem homossexual de uma família de fortes tradições religiosas, narra o ódio que ele sentia de sua natureza no livro “Boy Erased, uma verdade anulada”, que acaba de ser lançado no Brasil. Com uma adaptação cinematográfica já pronta e prevista para estrear no dia 31, “Boy Erased” é um livro de memórias de Garrard, mas também é mais que isso: é um convite.

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Começamos o livro com o protagonista, no acampamento em que ele foi voluntariamente para se tratar do “problema”, que era como ele encarava sua condição sexual.

Ao longo da obra, entendemos como Garrard foi convencido de que os castigos físicos contra ele mesmo seriam um caminho para mudar quem ele era – tudo, porém, é tratado com cuidado no livro para que ele não seja usado justamente para o contrário do propósito que ele tem, ou seja, incentivar essas terapias em vez de desmistificá-las.

A leitura de “Boy Erased” é agridoce. Embora de antemão saibamos que Garrard vive uma vida feliz e bem resolvida hoje, é triste conhecer o caminho que o levou até ali – por isso, melhor ler preparado para as lágrimas, principalmente se você for LGBTQ.

As torturas eram tão intensas que ele chegou a pensar em suicídio. “Era nosso medo da vergonha, seguido pelo medo do Inferno, que realmente evitava que cometêssemos”, diz em um trecho.

Extremamente elogiado pela crítica, o livro tem uma prosa fluída e vai além das memórias de Garrard. A obra também apresenta um histórico de como as terapias de conversão se espalharam pelos EUA, além de argumentos embasados contra elas.

A única crítica que pode ser feita ao livro é quanto a escolha de adotar no Brasil o cartaz do filme como sobrecapa. A original, que você vê aqui acima, muito mais bonita, pelo menos foi mantida por baixo.

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