'A Esposa' joga luz sobre Glenn Close; atriz pode vencer seu primeiro Oscar

Por Metro Jornal

Quando Glenn Close foi anunciada, no último domingo (6), como vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood reparou uma injustiça histórica com a veterana, que até então não havia sido premiada ali por sua atuação em cinema.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem agora a chance de fazer o mesmo ao reconhecer seu desempenho em “A Esposa”. Aos 71 anos, Glenn já foi indicada seis vezes ao Oscar, mas nunca saiu com a estatueta. O papel desempenhado por ela no longa, que estreia nesta quinta-feira (10), é digno do prêmio.

Baseado no romance homônimo de Meg Wolitzer, publicado em 2003, o filme coloca a atriz na pele de Joan, mulher do carismático e espirituoso escritor Joe Castleman (Jonathan Pryce), que acaba de vencer o Prêmio Nobel de Literatura.

Cumprindo o que manda o manual da “boa esposa”, ela o acompanha a Estocolmo e está sempre a seu lado, lembrando-o de seus remédios, segurando seu casaco e posando para fotografias.

Longeva, essa relação aparentemente perfeita começa a desmoronar quando Joan é procurada pelo jornalista Nathaniel Bone (Christian Slater), que busca detalhes escusos para apimentar uma futura biografia de Joe.

Ele remexe o passado dos dois e traz à tona segredos que pareciam enterrados para sempre, fazendo Joan repensar seu papel na relação em um mundo já muito diferente daquele no qual os dois se conheceram.

Dirigido pelo sueco Björn Runge, “A Esposa” se alterna entre passado e presente para explicar como o casal chegou a esse ponto, e são as expressões de Glenn – aparentemente um tanto fora de lugar – que entregam informação ao público antes que verdades sejam declaradamente reveladas, provando o talento da atriz para papéis sutis.

Assista ao trailer:

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