Nova geração da MPB faz tributo a Adriana Calcanhotto em 'Nada Ficou no Lugar'

Por Bruno Bucis - Metro Brasília
capa nada ficou no lugar

Prestes a completar 30 anos de carreira, no ano que vem, Adriana Calcanhotto segue a tendência de sempre revolucionar a própria carreira. Ela, que já foi Partimpim e já foi de “Maré” (2008) à “Loucura” (2016), embarcou em uma nova fase de sua trajetória: “A Mulher do Pau Brasil”.

Em uma turnê lançada no fim do ano passado, ela faz uma espécie de manifesto musical com altas doses de crítica social, como se vê em uma das canções inéditas do projeto, “Cu do Mundo”, de Caetano Veloso.

Em paralelo a isso, um projeto reverencia seus trabalhos anteriores. A coletânea “Nada Ficou no Lugar” reúne jovens cantores da nova geração da MPB, como Mahmundi, Rubel e Johnny Hooker, para cantar alguns de seus sucessos.

“Nada ficou no lugar” está dividido em três partes. A primeira, lançada no fim de 2018, consiste em três EPs, cada um com apenas duas canções – remetendo aos formatos lado A e lado B dos LPs.

Essa primeira leva inclui dobradinhas de Mahmundi (“Cariocas”) e Rubel (“Por Que Você Faz Cinema?”);  Johnny Hooker (“Mentiras”) e OQuadro (“Negros”); e  Priscilla Tossan (“Vambora”) e Ava Rocha (“Âmbar”).

Cada um dos artistas empresta um pouco de seu estilo às canções de Calcanhotto. “Mentiras”, por exemplo, ganha um tom ainda mais entristecido na voz de Hooker. Já Mahmundi ressalta o tom praiano de “Cariocas”.

Esse talento para escolher a canção correta para o músico correto se deve em grande parte à curadoria do projeto, encabeçada por Andrea Franco e pelo DJ Zé Pedro.

“Eu não vejo muita graça de alguém pegar uma canção minha e gravar do mesmo jeito que fiz. Assim como eu me aproprio das canções de outros compositores, gosto de ver como outros artistas se apropriam de mim”, disse a cantora em um vídeo de divulgação dos EPs.

A segunda parte sai ainda este mês e terá Baco Exu do Blues (“Senhas”), Alice Caymmi (“Metade”), Àttooxxá (“Toda Sexta-feira”), Mãeana (“O Amor Me Escolheu”) e Illy (“Pelos Ares”) e Larissa Luz (“Vai saber”).

A última leva vem em fevereiro, antes do Carnaval, com versões de Preta Gil (“Pode Se Remoer”), Duda Beat (“Seu Pensamento”), Jaloo (“Esquadros”), Letrux (“Já Reparô?”), Arthur Nogueira (“Cantada”) e Tais Alvarenga (“Inverno”).

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