‘Quero ter um império’, diz J Balvin, único cantor latino entre os 5 mais ouvidos do Spotify

Por Gabriela Acosta Silva - Metro Internacional

Poucos são os amigos de José Álvaro Osorio Balvin, um homem tímido e que não abre facilmente o coração a novas pessoas. Ao contrário, J Balvin, sua faceta mais conhecida, é um astro dos palcos. O artista colombiano é um dos latinoamericanos com mais força na música internacional desde a explosão de Shakira, sua conterrânea, nos anos 1990.

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J Balvin foi o 4º cantor mais ouvido do mundo feita pelo serviço  em 2018, de acordo com dados divulgados na semana passada pelo serviço de streaming Spotify – feito inédito para um músico latino. Seu single mais recente é a música “Reggaeton”, cujo clipe alcançou 37 milhões de visualizações em um dia.

O cantor conversou com o Metro Jornal antes de fazer um show na Argentina.

O gênero urbano alcançou muito público recentemente. Você se vê como um dos responsáveis?

A Colômbia é o o país que está no topo da música internacional e isso se deve a muitas pessoas. O gênero urbano e, mais precisamente o reggaeton, é um estilo que, apesar de ser criticado por parte da indústria, é o que mais toca. Não é algo de moda, é uma tendência em plena evolução.

Essa tendência segue te contagiando?

Eu estou super feliz e agradecido com o que está passando e seguiremos colocando nossa música no alto, assim como a cultura latina. Temos o apoio de muita gente que está conectada com a nossa música. Estamos muito agradecidos e queremos demonstrar isso em todos os shows que fazemos para que as pessoas saiam de lá felizes.

Dizem que Pablo Escobar já não é mais a referência internacional da Colômbia, mas a música.

Temos mudado, paulatinamente, a forma como o mundo enxerga os colombianos e os latinos. Isso é bom.

O que mais te motiva na música?

Que ela se conecte com as pessoas, ver como ela gera algo positivo nas redes sociais. Muitos criticam nossas músicas por serem machistas, mas para mim está claro que as mulheres são as que mais ouvem reggaeton e parecem estar felizes escutando e dançando. Isso é o que me motiva, mas claro, queria que houvesse mais mulheres se somando a nós.

Quais comentários mais te incomodam?

Principalmente os das pessoas que adoram dizer que não gostam do nosso gênero de música, mas que  dançam e, no fundo, gostam.

Quanto reggaeton tem no seu corpo?

Tenho muito reggaeton correndo nas minhas veias, 24 por dia, sete dias por semana [risos].

Como tornar as crítias dos haters em algo positivo?

Eu só me foco no que é bom e no que é positivo, no que não está nessa esfera eu não me conecto. Com o tanto de notícia ruim correndo pelo mundo, a gente não tem tempo para ficar acompanhando comentários negativos. O que eu faço é entregar às pessoas a minha música.

Como será seu 2019?

Será gigante! Neste ano eu já vejo que praticamente triplicamos os resultados do ano passado e queremos mais, queremos crescer em nível comercial, cultural, musical e como empresários. O que eu quero é chegar ao 100% da minha capacidade e criar um império musical. Estamos nesse caminho e seguiremos explorando e aprendendo todos os dias para que em 2019 os resultados sejam maiores e mais importantes.

Você recebeu propostas para atuar?

[Risos] Quem sabe eu não faça uma pontinha no cinema? Hoje em dia há muito conteúdo possível que se pode produzir, muitas formas de se conectar com o público.

O que você quer deixar para trás?

Sem dúvida a forte depressão que eu tive e que quase me matou é o pior que já me aconteceu. Eu estou aprendendo a viver, a desfrutar cada momento, colocar boas energias em tudo que faço. Não quero virar um escrevo da música.

Mesmo com a força da internet, você ainda acredita em shows ao vivo?

Sim, graças a deus ainda temos esse contato. Sabemos que a internet é uma ótima forma de comunicação, mas sem dúvida ver as pessoas em carne e osso é uma experiência inesquecível.

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