‘Roda Viva’ do século 21 critica as mídias digitais

Por Metro Jornal

Uma aura mítica ronda “Roda Viva”. Escrita por Chico Buarque aos 24 anos, o musical foi censurado pela ditadura militar brasileira e provocou reação violenta do Comando de Caça aos Comunistas após sua estreia, em 1968.

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O texto nunca mais foi montado desde então, ajudando a reforçar o culto em torno da montagem. O motivo oficial era de que Buarque consideraria o trabalho fraco, mas ele autorizou uma nova versão após um pedido especial do diretor do Teatro Oficina, José Celso Martinez, que acabara de remontar “O Rei da Vela”, espetáculo que inspirou o compositor a criar “Roda Viva”.

A peça narra a ascensão e queda de Benedito, um cantor que se transforma para se manter no gosto popular a partir das demandas da indústria cultural. À época, essa era uma crítica à massificação da TV. Atualizado, o texto mira as novas mídias, em especial o WhatsApp, injetando na montagem uma série de referências críticas ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Após a estreia no Sesc Pompeia, a peça segue em cartaz no Teatro Oficina de 23/12 a 10/2 (sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h; R$ 60).

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