Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras: documentário faz retrato íntimo de diva do teatro lírico

Por Metro Jornal

Diva absoluta do teatro lírico no século 20, Maria Callas (1923-1977) conseguiu se tornar celebridade com uma mistura de domínio vocal impecável, tino dramático magnetizante e temperamento forte que fez dela presença constante nas colunas de fofoca dos jornais.

Esse perfil exala no documentário “Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras”, que estreia nesta quinta-feira (6). Produzido apenas a partir de material de arquivo, o longa de Tom Volf tenta reconstruir a trajetória da soprano a partir de entrevistas dela e interpretações de árias, além de cartas escritas a amigos, narradas aqui pela atriz Fanny Ardant.

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Reunir e selecionar o que entraria para o filme resultou em quatro anos de viagens pelo mundo, tarefa que Volf encarou com entusiasmo. Aos 32 anos, o diretor sentiu necessidade de fazer o documentário assim que ouviu uma gravação de Callas pela primeira vez, há seis anos.

“Me apaixonei pela experiência de ouvir uma voz como a dela. Senti uma emoção que nunca tinha experimentado com nenhuma outra cantora”, lembra ele.

Mais do que se ater a datas e fatos marcantes, o filme se restringe a contar a história de Callas com palavras que ela mesma proferiu, conferindo uma intimidade sem precedentes com o público.

“Senti que o único jeito de conhecê-la verdadeiramente era a partir de uma imersão. Foi desafiador colocar tudo isso junto, porque esse não é apenas uma mostra de arquivo, mas uma história com começo, meio e fim, acessível a todos. Você não precisa saber quem ela é de antemão”, afirma o diretor.

Em um momento, Callas fala que não precisaria escrever um livro de memórias porque sua vida está presente nas letras que canta. Essa coincidência foi o que guiou Volf ao escolher as árias apresentadas, exibidas sempre na íntegra.

“Elas são uma parte não falada da narrativa. Quando você lê a legenda, entende que aquilo tem um significado na vida dela”, diz Volf, para quem o documentário pode servir como cartão de visita da diva às novas gerações.

“Eu a vejo como uma artista do presente, e não do passado. Eu sou prova de que ela continua a inspirar as pessoas para além do tempo, e é isso que o filme quer mostrar”, conclui.

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