'O futuro está sempre no passado', diz Fito Páez; cantor argentino se apresenta nesta segunda em SP

Por Catalina Forero - Metro Internacional

O argentino Fito Páez volta a São Paulo com seu novo disco, “La Ciudad Liberada”, o primeiro de inéditas em sete anos, que traz o artista fazendo o que sabe fazer de melhor: canções radiofônicas, com pegada roqueira, que falam sobre política, questões sociais e, claro, romance. O show acontece nesta segunda-feira (3), às 21h, no Teatro Bradesco (r. Palestra Itália, 500, 3º piso do Bourbon Shopping, tel.: 3670-4100; de R$ 100 a R$ 260).

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São 18 faixas bem diversas. Como você as escolheu?

É muito custoso para mim pensar em gêneros porque, ao fim, o que faço são notas sobre uma partitura. Música é a arte de combinar os sons. Cresci em uma casa onde se ouvia de tudo. Caí na batida do rock, mas essa não é a única música que me alimenta.

O disco abre com “Aleluya al Sol”, dedicada à revolução feminina. Por quê?

A música fala de muitas coisas, mas também é a faixa que tem tons mais altos. Ela tinha força para dar o pontapé, e casou o fato de a letra falar do movimento “Nem uma a menos”, que une mulheres de diversos extratos sociais e ideias políticas na Argentina. Quando algo assim acontece, é muito notável.

O disco cai como uma luva para o momento que estamos vivendo no mundo…

Só me dou conta do que faço depois de fazê-lo! (risos). Sou artista, não publicitário. Não elaboro nada para criar um efeito, mas me parece curioso o que está acontecendo na América, com o surgimento de ditaduras judiciais. Creio que o disco é uma contraideia, uma busca pelo beijo, o abraço, o olhar, o contato.

Você sente responsabilidade em manter o rock vivo?

Não vou negar, existe algo assim, mas, se você segue isso, vira uma estátua. Temos uma herança enorme da canção latino-americana, de grande qualidade, que atravessou o tempo de uma maneira alucinante. Hoje existe crise de criatividade, o mundo está muito focado em seu umbigo, mas não dá para aniquilar tudo o que foi feito. O futuro está sempre no passado.

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