O Grande Circo Místico: Filme mostra vida como espetáculo

Indicado para representar o Brasil no Oscar em 2019, O Grande Circo Místico mistura poema a canções de Chico e Edu Lobo

Por Amanda Queirós – Metro Jornal

Há quem diga que o circo é o maior espetáculo da Terra, mas, na visão do diretor Carlos Diegues, é a própria vida que deve ganhar os holofotes, como se vê em “O Grande Circo Místico”, que estreia amanhã. O filme é uma adaptação do poema de Jorge de Lima (1893-1953) que inspirou as canções criadas por Chico Buarque e Edu Lobo para um espetáculo homônimo do Balé do Teatro Guaíra, em 1983.

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São canções como “Beatriz” e “A História de Lily Braun”, transformadas em clássicos da MPB, cujas letras se materializam em personagens que, separados por décadas, narram a saga de uma mesma família circense ao longo de um século.

“Esse é um filme muito antinaturalista, pois queria recuperar essa tradição do barroco brasileiro. A mistura de música com balé, literatura e circo tem a ver com isso”, afirma o diretor ícone do Cinema Novo que, aos 78 anos, acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Indicado para representar o Brasil na disputar pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019, “O Grande Circo Místico” reúne um time tarimbado de atores que precisou treinar para defender seus papéis com propriedade. Mariana Ximenes precisou de meses para interpretar uma trapezista, enquanto Juliano Cazarré aprendeu a domar leões.

“Filmamos em Portugal, dentro de um circo, e isso foi muito rico, um processo extraordinário e inesquecível”, diz Mariana, que destaca a intensidade das histórias retratadas, boa parte conduzida por personagens femininas em meio a tragédias pessoais.

“Cada uma encontra um jeito de tentar vencer as interdições da família, e os homens sempre dependem delas. Acho que é um filme feminista, mas não de um modo clássico”, conclui Diegues.

O Grande Circo Místico Bruna Linzmeyer interpreta contorcionista do início do século 20 / Divulgação
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