Coreógrafo sueco Mats Ek reabilita sapatilhas e se junta à mulher, Ana Laguna, em espetáculo

Por Amanda Queirós/Metro São Paulo

O sueco Mats Ek, 73, e a espanhola Ana Laguna, 63, discordam da ideia corrente de que dançar é coisa de jovem. “Nunca pensei na dança dessa forma. Comecei tarde, aos 17, e é claro que é mais fácil fazer abertura de pernas e saltos quando se inicia cedo. Mas, quanto mais velho, me preocupo mais com o que quero representar do que com os movimentos”, afirma ele.

Considerado um dos coreógrafos essenciais do fim do século 20, Ek sobe ao palco do Teatro Alfa, neste fim de semana, para um dueto com Ana, com quem é casado, em um programa que coloca a maturidade artística em evidência.

De forte inspiração moderna, as obras de Ek exalam humanidade ao adicionarem camadas de sentido para situações cotidianas.

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É isso o que se verá no palco do Alfa a partir de três obras de sua autoria. “Memory” (2004) coloca o casal para representar os devaneios de um homem diante de lembranças que transformam seu presente.

Já em “Axe” (2015), Ana divide a cena com Yvan Auzely, 58, que dançou por anos no Cullberg Ballet, companhia fundada pela mãe de Ek, Birgit Cullberg (1908-1999), e dirigida por ele de 1985 a 1993. A obra usa diferentes percepções sobre o corte de lenha para retratar o embate entre um homem e uma mulher.

O programa inclui ainda o vídeo “Old and Door” (1991), no qual Birgit dança aos 83 anos. “Essa foi minha última tentativa de tentar capturar o que havia de arte nela. É um retrato de uma mulher idosa com seus desejos e memórias”, diz o coreógrafo.

A figura de Ana conecta as três obras, que versam sobre a memória. “Não é sobre envelhecer, mas sobre situações que artistas dessa idade incorporam. As experiências são mais ou menos as mesmas.

O desafio é encontrar novas formas de fazer”, conclui.

Serviço:
No Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, tel.: 5693-4000). Neste sábado (20), às 20h. Dom., às 18h. R$ 75.

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