O Primeiro Homem investe em retrato humano e menos heroico do astronauta Neil Armstrong

Por Paulo Portugal/Metro Internacional

Quando “O Primeiro Homem” foi exibido no último Festival de Veneza, logo despertou uma controvérsia. Para patriotas ufanistas, o filme, que estreia nesta quinta-feira (18), ostentava menos bandeiras americanas do que deveria.

“É quase como se eles estivessem envergonhados do fato de essa conquista ter sido dos Estados Unidos”, declarou o presidente americano Donald Trump à imprensa.

O que falta, no entanto, não são bandeiras, mas a clássica cena em que Neil Armstrong (1930-2012) crava um mastro na superfície lunar após dar os primeiros passos de um homem naquele solo.

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Isso se deve à abordagem mais humana e menos heroica proposta pelo diretor Damien Chazelle nesta adaptação da biografia do astronauta publicada em 2005 por James R. Hansen e editada agora no Brasil pela Intrínseca (512 págs.; R$ 60).

“Ele era uma pessoa muito humilde, interessante e tranquila. O desafio foi honrá-lo, mas também criar janelas para a interpretação das emoções que ele poderia ter experimentado naquele momento”, explica Ryan Gosling, responsável por interpretar o protagonista.

O ator e o diretor repetem a dobradinha vivida no musical “La La Land” (20016), que venceu seis Oscars. E, apesar de serem filmes diferentes, os dois se aproximam no que diz respeito ao uso de uma câmera orgânica, que transmite toda a emoção do momento.

Para encarnar o papel, Gosling teve assessoria da família do astronauta, bem como do Museu Espacial Neil Armstrong e, claro, da biografia dele, além de fazer aulas de voo. “Isso foi muito importante para Neil, ele começou a voar antes mesmo de começar a dirigir. Nunca tive tanta ajuda para fazer um filme como neste”, revela o ator.

Por trás de Neil, está sua mulher, Jeanette Armstrong, retratada em uma atuação eficiente e sóbria – mas ao mesmo tempo emotiva – de Claire Foy (“The Crown”). Ela é capaz de lidar com a instabilidade de sua vida, seus filhos e também de apontar para o chefe do programa da Nasa os perigos das missões espaciais.

A dupla funciona, e Gosling elogia o papel do diretor para orientá-la. “Damien quer unir as pessoas através do cinema. Apesar de ser complicada e provocar opiniões divergentes, essa é uma história incrível, que uniu o mundo em um período muito difícil. Essa conquista transcendeu as fronteiras dos EUA e se tornou uma conquista da humanidade”, conclui ele.

Veja o trailer do filme:


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