Mostra em SP apresenta 70 filmes estrelados pelo comediante Buster Keaton

Por Bruno Bucis/Metro Brasília

Vencedor do Oscar em 2011, “O Artista” se inspirou na vida do astro de filmes mudos Buster Keaton (1895-1966) para narrar a vida de um ator que, após uma exitosa carreira, perde a popularidade com a inclusão do som nos filmes.

Keaton também viveu altos e baixos, mas agora retorna aos holofotes com a mostra “O Mundo É um Circo”, que levará 70 filmes seus para o CCBB (r. Álvares Penteado, 112, Centro, tel.: 3113-3651), entre esta quinta-feira (11) e o dia 5 de novembro, com sessões grátis ou com ingressos a R$ 10.

Com curadoria de Ruy Gardnier e Diogo Cavour, a programação apresenta 22 longas-metragens e 48 curtas e médias. Dos 70 filmes que compõem a agenda, 16 serão exibidos da forma original, em película 16mm.

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Em 12 sessões, haverá acompanhamento ao vivo do pianista Livio Tragtenberg – uma rara oportunidade de experimentar o cinema tal qual no início do séc. 20. A primeira delas acontece no dia 25, às 19h30, com exibição de “Nossa Hospitalidade” (1923).

O filme também será exibido nesta sexta-feira (12), às 17h15, seguido, às 19h, por “A General” (1926), um dos maiores sucessos da carreira de Keaton. Ao lado de “Sherlock Jr.” (1924) e “O Homem das Novidades” (1928), o longa forma a trinca dos maiores êxitos da carreira do comediante.

Keaton é considerado um dos fundadores da comédia corporal – que deu origem às atuais comédia pastelão – se envolvendo em cenas de quedas e luta contra cachoeiras e tufões, que faziam sucesso já que não era preciso áudio nenhum para entender onde estava a graça da ação.

“Seu nível de invenção humorística com objetos e peripécias atléticas é sem igual em toda a história da arte cinematográfica. Famoso como ‘o homem que nunca ri’, ele desenvolveu uma persona cinematográfica só talvez comparável à de Chaplin com Carlitos”, diz Ruy Gardinier.

Com o fim do cinema mudo, do qual foi uma estrela essencial, Keaton perdeu a autoria de seus filmes e participou de projetos menores. São desse período, curtas inéditos no Brasil e longas raros, presentes na mostra, como “O Rei da Champs Elyseés” (1934) e “O Moderno Barba Azul” (1946).

É possível ver a programação completa e se inscrever para masterclasses sobre o ator e diretor no site mostrabusterkeaton.com.br.

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