Gal Costa lança novo disco em que mistura batidas dançantes e letras melancólicas

Por Bruno Bucis/Metro Brasília
gal costa

Apesar das cinco décadas de estrada, Gal Costa não parece olhar para trás, como mostra já no título de seu novo disco, “A Pele do Futuro”. Nele, Gal não apenas reflete sobre o presente, mas busca encontrar esperança no horizonte.

Há, porém, um suave aspecto saudosista no disco. As 13 faixas apresentam arranjos inspirados na black music dos anos 1970, mas não é nostalgia que move a escolha melódica. Canções dançantes, como “Sublime”, composição inédita de Dani Black que abre o disco, mantêm atenta a nova geração de fãs da cantora, atraídos pela renovação que ela propõe desde “Recanto” (2011).

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É por isso que Gal também tem se alinhado a parceiros jovens, como em “Cuidando de Longe”, única regravação do álbum, em que canta ao lado de Marília Mendonça. Inusitada à primeira vista, a dobradinha rende uma das melhores canções do disco.

Gal também volta a dividir o microfone no disco com sua parceira de longa data, Maria Bethânia, em “Minha mãe”. A canção de César Lacerda e Jorge Mautner é mais uma comprovação do talento de ambas intérpretes, mas carece de inventividade e ousadia.

A originalidade de “A Pele do Futuro” se deve muito à produção de Marcus Preto, diretor artístico do álbum, que conseguiu reunir compositores que como Silva, Djavan, Nando Reis, Erasmo Carlos, Emicida, Adriana Calcanhoto, Gilberto Gil, Paulinho Moska e Tim Bernardes.

Com um time desses, o álbum premia em todas as canções o ouvinte com reflexões interessantes sobre o amor, tema fundamental do disco.

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