Eminem resgata personalidade polêmica no disco Kamikaze em que acusa Donald Trump

Por Metro Rio
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Os versos iniciais da faixa-título de “Kamikaze”, o novo álbum do rapper Eminem, funcionam como uma epígrafe: “Bom, como eu digo isso? O ano passado não foi tão bom para mim”. O americano refere-se ao disco “Revival”, que, apesar de contar com parcerias como Beyoncé, Ed Sheeran e Alicia Keys, teve recepção morna entre público e crítica.

Vindo de alguém que se descreve como o “deus do rap”, tal exame de consciência soa até deslocado, mas o recurso é apenas uma plataforma para que o artista lance as bases do compositor afiado que costuma ser.

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Para evitar o fiasco de 2017, o lançamento do novo disco seguiu caminho inverso do anterior. No lugar de uma pesada campanha de divulgação prévia, Eminem publicou sem alarde o link para o seu 10ª álbum de inéditas: “Tentei não pensar muito… Aproveitem!”, escreveu.

A atitude parece ter dado certo do ponto de vista comercial. “Kamikaze” estreou no topo da parada norte-americana, com o equivalente a 434 mil cópias vendidas, sendo 182 delas vendidas via streaming.

Trump na mira
Já na ficha técnica, é possível identificar um sinal da guinada a um conteúdo lírico e melódico mais afiado. O rapper assina a produção executiva do trabalho sob o pseudônimo de Slim Shady – o alter ego que costumava usar para letras mais provocativas.

Um dos alvos é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia sido criticado por ele em um pesado freestyle feito em uma premiação musical no ano passado.
Na faixa de abertura, “The Ringer”, o rapper revela que, após a apresentação, o republicano teria mandado o serviço secreto investigá-lo.

Em “Fall”, no entanto, a artilharia pesa demais. O artista foi criticado por usar um termo homofóbico para se referir ao rapper Tyler, The Creator. Dias depois, ele se desculpou: “Na vontade de ofendê-lo, percebi que eu ofendi muitas outras pessoas por falar isso”, reconheceu.

Nas 13 canções, Eminem tenta se afirmar como o maior de todos – o que, para alguns, apenas revela o ego inflado do artista. Mas, para o rapper, essa trilha se afirma como seu instrumento de criação.

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