Pabllo Vittar lança álbum com referências da música do Norte e do Nordeste do Brasil

Por Metro Rio
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Pabllo Vittar quer ir ainda mais longe do que já foi, e isso tem tudo para acontecer com “Não Para Não”, seu segundo disco, disponível a partir desta quinta-feira (4).

O álbum é cheio de referências a estilos que marcaram sua infância e adolescência e conta com participações que vão desde o pagode de Dilsinho até o funk de Ludmilla, passando pelo beat de Diplo e o pop chiclete da drag Urias.

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Em entrevista ao Metro Jornal, Pabllo falou sobre as inspirações para o novo trabalho, a cena drag brasileira atual e o “pink money”, expressão utilizada para designar o poder de compra do público LGBTQ+, que tem sido explorado por alguns artistas.

Pluralidade do disco
“O álbum tem muito de mim. Tem várias coisas da minha vivência. Tem muito carimbó, brega, tecnobrega, as guitarradas do Pará, que eu ouvia na infância. Tem o forró do Maranhão, meu estado de origem, axé baiano. Me inspirei no Forró do Muído, no Calypso, na Banda Ravelly, que eu amo e trago comigo desde a infância. Queria trazer tudo isso mais polido e levar alegria e amor para as pessoas.”

Por trás das letras
“As pessoas vão se identificar porque as letras têm muito da minha vivência, são histórias reais. Procuro sempre ser transparente e mostrar tudo que eu vivo. Não faço a Taylor Swift [cantora americana conhecida por escrever músicas sobre ex-namorados], deixo de uma maneira universal para que as pessoas se identifiquem porque já passaram por situações parecidas.”

Cena drag
“Eu sempre quero ir mais longe. Se a gente olhar para a época de quando eu lancei “Open Bar”, a gente já teve muitos avanços, várias outras meninas estão aí fazendo sucesso. Quando eu comecei a me montar, me inspirava em RuPaul [drag que apresenta o ‘Drag Race’, reality de competição entre drag queens] e hoje quem está começando se inspira em mim e nas outras meninas. Isso traz união para a comunidade drag no Brasil, e é muito lindo ver isso.”

Negatividade
“Acho que é recalque. Sempre vai ter gente falando mal, Não vou perder meu tempo, isso dá abertura para que você se magoe, e eu sou muito para cima. Muitas pessoas usam a internet para expurgar sentimento de ódio. Muitos dos que me atacam na internet não têm coragem de botar a cara para falar.”

Comunidade LGBTQ+
“A comunidade é bem exigente com os artistas. Se você não entrega uma presença, pode ter milhões de seguidores que não vai adiantar nada. Quando se fala de pink money, fica muito nítido quando alguém só está querendo se apropriar da bandeira para ganhar dinheiro. Fica feio para a pessoa, fica estampado na cara. Mas é legal ver empresas levantando essa causa, é importante que mais pessoas deem voz para as pessoas da comunidade. A gente morre todo dia. Até quando a gente vai precisar falar sobre isso?”

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