887: Canadense Robert Lepage reflete sobre a memória

Por Metro Jornal

O teatro do diretor canadense Robert Lepage conquistou o mundo nos anos 1990 com sua capacidade de aliar narrativas envolventes com surpresas técnicas e visuais que seduzem facilmente o espectador para dentro do contexto que ele quer abordar.

No caso, o tema de “887”, que ganha três únicas sessões desta quinta-feira (27) a sábado (29), às 21h, no Sesc (r. Paes Leme, 195, tel.: 3095-9400; R$ 40), é a memória – o título faz referência ao número da casa onde ele morou na infância, com a família, na Avenida Murray, em Québec.

Sozinho no palco, diante de uma enorme maquete, ele promove um encontro de lembranças suas com passagens históricas de seu país. Seu compromisso não é com a fidelidade aos fatos, mas com a forma como eles aderem na mente e ganham novas camadas cada vez que são rememorados.

Com isso, Lepage usa o fabular para borrar fronteiras entre a ficção e o real.


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