Exposição gratuita em São Paulo destaca arte que fez frente à ditadura

Por Metro Jornal

Há meio século, o regime militar brasileiro ficava ainda mais duro com o decreto do Ato Institucional nº 5, que suprimiu direitos políticos dos brasileiros e institucionalizou a censura no país.

A exposição “AI-5 50 Anos – Ainda não Terminou de Acabar”, que abriu nesta semana, no Instituto Tomie Ohtake (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel.: 2245-1900; de ter. a dom., das 11h às 20h; grátis; até 4/11) tem o objetivo de evidenciar o impacto que a medida teve no campo das artes visuais brasileiras ao expor um recorte de obras criadas justamente para tensionar essa situação ou que foram proibidas ou produzidas de forma clandestina.

A mostra é composta por trabalhos de artistas como Claudia Andujar, Cildo Meireles e Paulo Bruscky, entre outros, além de depoimentos de nomes como Gilberto Gil e Claudio Tozzi.

Para isso, o curador Paulo Miyada organizou seis eixos temáticos que estabelecem uma espécie de cronologia do período e ajudam a entender a evolução do pensamento dos artistas, mostrando desde o engajamento crítico deles na primeira fase do golpe à crise provocada no meio a partir de uma abertura democrática feita sem muita reflexão.

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