Conceito de liberdade guia a segunda temporada de The Handmaid’s Tale

Por Metro Internacional

A segunda temporada de “The Handmaid’s Tale”, que estreia amanhã, às 21h, no canal pago Paramount Channel, explora o conceito de liberdade: o que isso significa de verdade? Afinal, a luta para ser livre acaba quando o objetivo é conquistado?

A resposta definitiva no mundo de Gilead, no qual a série ambientada, é “não”. Até quando se escapa dessa teocracia opressiva, como faz Moira, a melhor amiga da protagonista June (Elisabeth Moss), interpretada por Samira Wiley.

“Nós vemos Moira como essa mulher durona 
e incrível, mas, na real, ela ficou fragilizada e não consegue tirar Gilead de si.”

Samira Wiley, atriz

Conhecida pelo papel de Pousey em “Orange Is the New Black”, a atriz é tão genial e genuína quanto você pode imaginar. Ela também está orgulhosa de seu mais recente papel: o de modelo de representatividade.

“Sinto que a visibilidade é uma ferramenta incrivelmente poderosa”, diz ela, por telefone, ao Metro Jornal.

Baseada em um livro lançado por Margaret Atwood, em 1985, a série, premiada com dois Globos de Ouro, se tornou símbolo de resistência feminista ao narrar a difícil afronta de June contra uma realidade na qual mulheres férteis são escravizadas e estupradas sistematicamente por motivos religiosos.

Na nova temporada, Moira conseguiu atravessar a fronteira e está segura no Canadá, mas isso não significa paz para a personagem.

“[Identidade] é uma grande questão para ela. O Canadá deveria significar uma transição maravilhosa: ela está nesse novo país, pode fazer o que quiser… Mas isso é assustador. Ela não conhece ninguém ali. Gilead era um lugar horrível, mas era um demônio que ela conhecia. No Canadá, ela se pergunta quem ela é”, afirma Wiley.

O desenrolar da personagem mostra bem as sequelas emocionais que uma situação como a retratada em Gilead pode causar no psicológico das pessoas.

“Nós a vemos como essa mulher durona e incrível que pode fazer qualquer coisa. Mas, na real, ela ficou fragilizada e não consegue tirar Gilead de si”, diz.

A atriz destaca ainda o fato de, diferentemente do livro, a série ter apostado em diversidade na escalação de seu elenco, tornando-a símbolo de representatividade.

“O livro mostra um mundo completamente branco. Se fôssemos fiéis a ele, eu não estaria aqui. Mas Bruce Miller, que é o criador e showrunner da série, disse que não queria fazer algo assim. A intenção era fazer a série mostrar o mundo como ele é de verdade”, diz ela.

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